quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Carnavalesco da Tatuapé fala sobre premiação no carnaval de São Paulo




Carnavalesco Wagner Santos estreou com vitória na Acadêmicos do Tatuapé, que já  se prepara para o desfile das campeãs nesta sexta-feira, 16. 

Patricia Cunha



Enquanto relaxava do desfile das escolas de samba de São Paulo, o carnavalesco maranhense Wagner Santos, da Acadêmicos do Tatuapé, escola campeã deste ano, conversou comigo. Simpático e muito feliz pela conquista do campeonato Paulo, aproveitava o dia de folga porque no dia seguinte já começaria a preparar a escola para o Desfile das Campeãs, que acontece nesta sexta-feira (16), reunindo as cinco primeiro colocadas do Grupo Especial, e a vice do Grupo de Acesso, no sambódromo do Anhembi.
A atual campeã do Carnaval de São Paulo, escola da Zona Leste levou para o Anhembi, na última sexta-feira, o enredo Maranhão: os tambores vão ecoar na terra da encantaria. Com 3.200 integrantes, fantasias luxuosas e carros alegóricos que esbanjaram criatividade, o desfile contou a história e tradições do Maranhão. A taça só foi garantida na apuração da última nota do último jurado.
“Eu estou com a sensação de dever cumprido, porque se você estreia em uma escola que no último carnaval foi campeã, você tem a missão de corresponder com toda a expectativa da comunidade e isso pede uma responsabilidade muito grande de conseguir realizar esse sonho. Para mim foi um grande prazer e uma realização. Tenho a sensação de dever cumprido e mais ainda homenageando meu estado, minha cultura, minha gente, meu povo. Me sinto duplamente honrado por ter desenvolvido esse trabalho”, disse Wagner Santos.
Wagner foi contratado pela Acadêmicos do Tatuapé em abril do ano passado. Este é o segundo título da história da Escola, que voltou a disputar no grupo especial em 2013. No ano passado a escola ganhou o título falando da África, encerrando um jejum de 65 anos.
Neste ano, o desfile teve a participação de 3.200 componentes, divididos em 26 alas e cinco carros alegóricos. A ala das baianas homenageou a Floresta dos Guarás, uma das maiores reservas florestais do Maranhão. O Palácio dos Leões, sede do governo, e outros pontos turísticos da capital São Luís, foram representados nas alegorias,  bem como o santuário de São José de Ribamar.
Receber um enredo falando sobre o Maranhão foi uma honra, segundo Wagner. O tema só foi escolhido depois que ele já tinha sido contratado pela escola.
“A princípio não sabia qual seria o enredo. Quando disseram que seria o Maranhão para o carnaval de 2018, fiquei muito feliz por desenvolver um enredo que falasse da história do meu povo, do povo maranhense. Me passaram essa responsabilidade de desenvolver a história da minha maneira. Então, fizemos uma homenagem ao estado, às principais cidades, festas religiosas, festas culturais, reservas florestais, enfim, um apanhado de tudo que o estado tem de maravilhoso. Resgatamos alguns momentos da história, como Balaiada, a Revolta de Bequimão. Fizemos homenagem ao tambor de crioula, à maior festa que é bumba meu boi, passeamos por Alcântara e a Festa do Divino, pela Floresta dos Guarás, por São José de Ribamar, pelo importante patrimônio histórico e artístico de São Luís, enfim, uma homenagem ao estado”, resume o carnavalesco. 
O fato de ser maranhense pode ter facilitado a conquista pelo título? O carnavalesco acredita que sim. “Eu nasci na capital e venho de uma família tradicional. Eu sempre fui apaixonado pelo carnaval. O meu tio Francisco Santos era carnavalesco e foi ele que criou o manto do bloco tradicional, que hoje é tradição e faz parte da indumentária da brincadeira. Tem a minha avó, Rita Machado, o meu tio era o poeta Nauro Machado, então eu estou feliz, porque sei que colaborei no sentido de divulgar a cultura, a riqueza, a festividade do meu estado”, contou Wagner Santos.

O ponto alto do bicampeonato
O desfile da Tatuapé foi uma espécie de roteiro turístico. Para desenvolver o enredo Wagner contou que não foi preciso vir ao estado especificamente, uma vez que o carnavalesco contou com a ajuda do professor, escritor e carnavalesco Euclides Moreira Neto que o enviou bastante material sobre o estado. Disse também que não houve interesse financeiro.  
“Nós fizemos um roteiro do estado para divulgar. Não houve interesse de pegar dinheiro do Maranhão, mas sim fazer uma linda homenagem porque era um sonho antigo da diretoria fazer isso.  Agora, acredito que o samba enredo, comandado pelo Mestre Igor, foi um momento forte, pois foi orquestrado pela comunidade, que deu o seu recado, que cantou muito, que pisou forte na avenida e que sabe o que quer. Se não fosse a comunidade não conseguiríamos ser campeã.  Aliás, escola nenhuma pode ser campeã sem uma grande comunidade para dar vida a esse trabalho desenvolvido pelos profissionais”, elogiou.
Wagner ainda está contratado para o carnaval de 2019 da Tatuapé e avisa que em março já começam os trabalhos para mais um grande espetáculo do carnaval brasileiro. “Um abraço ao povo maranhense e vamos trabalhar para mais um grande carnaval”, finalizou.

Relembre
A Tatuapé foi a quinta a cruzar o sambódromo do Anhembi na sexta-feira (9), dia que abriu os desfiles do Grupo Especial. Com o enredo Maranhão: os tambores vão ecoar na terra da encantaria, a escola, fundada em 1952, fez uma homenagem ao estado nordestino e desfilou contando sobre a cultura do local.
A apresentação começou com uma ala que representava o mar e as caravelas dos portugueses, na chegada deles ao Brasil, e seguiu com alegorias e fantasias luxuosas que representaram a culinária, as lendas e as belezas naturais maranhenses.

Carnavalesco premiado
Wagner já foi carnavalesco da Unidos de Vila Maria, Padre Paulo, Mocidade Alegre e desenvolveu os últimos oito carnavais da Acadêmicos do Tucuruvi. Tem em seu currículo três vice-campeonatos, sendo um dos carnavalescos mais premiados do carnaval de São Paulo e foi considerado 3 vezes o melhor carnavalesco da cidade pelo Troféu Nota 10.




Inscrições abertas para o 30º Troféu HQMIX


Artistas, editores e autores têm até 2 de março de 2018 para participar do 30º Troféu HQMIX. Este ano, o “Oscar dos quadrinhos” completa 30 anos e promete uma grande festa. As obras podem ser inscritas dentre mais de 40 categorias e depois serão julgadas por um júri formado por 10 especialistas e jornalistas da área de quadrinhos. Após esta primeira fase, serão selecionados 10 finalistas, em cada categoria, para o maior troféu de HQ da América Latina que será votado em segundo turno por mais de mil profissionais do setor.

O evento, que acontece todo ano desde que foi criado por Gualberto Costa e o cartunista JAL, no Programa TV MIX, da TV Gazeta, em 1988, tem como padrinho o apresentador Serginho Groisman.

O troféu será outorgado a obras cuja data de seu lançamento tenha sido entre o dia 1º de janeiro a 31 de dezembro do ano em votação (2017). O lançamento terá que ter acontecido em território brasileiro e/ou organizado por brasileiros, mesmo que no exterior, dentro do período do ano em questão.

O HQMIX também é o único que premia estudantes, que podem se inscrever com trabalhos de conclusão de curso, mestrado e doutorado apresentados durante o ano de 2017.

As inscrições podem ser feitas pelo site oficial do prêmio: http://hqmix.com.br/inscricao-de-obras. Será cobrada uma taxa de R$ 15 por publicação inscrita.

 Cada publicação poderá ser inscrita em até duas categorias com o pagamento de apenas uma taxa de inscrição. Exemplo: uma publicação de quadrinho de humor que também é de aventura poderá entrar em dois itens pelo mesmo pagamento de R$ 15.  Seus autores já poderão ser inscritos automaticamente nas categorias de desenhistas, coloristas e roteiristas, sem cobrança de taxa. O parâmetro será a inscrição de algum trabalho do autor, no ano, nas categorias de publicações.

No site, os participantes encontram mais informações de como realizar a inscrição e as regras que devem ser seguidas para cada categoria.

A forma de julgamento será divulgada após as inscrições, de acordo com o número de inscritos.  A primeira fase de seleção resultará na escolha de até 10 concorrentes por categoria do Troféu. Depois, haverá uma votação final em que os profissionais inscritos de todo o Brasil elegerão um finalista de cada categoria para receber o prêmio.

Fonte: Way Comunicações

Funk domina carnaval brasileiro

Gênero representa 70% entre as 10 músicas mais tocadas durante o feriado
 
 
Deezer - A Deezer, serviço global de streaming, divulga as músicas mais ouvidas no carnaval 2018. Os quatro dias de folia foram embalados por gêneros nacionais – o funk representou 70% das músicas mais tocadas durante o período.  

A plataforma realizou um levantamento de dados dos últimos 12 meses, o gênero vem crescendo de forma orgânica desde o final  de 2017. Atualmente, 50% das músicas que estão no Top Charts Brasil são funk, no ano de 2016 o ritmo representou apenas 4% das músicas dentro das top 100 do ano, já em 2017 ocupou 13% do ranking.

Durante o Carnaval a cantora Anitta dominou o primeiro lugar com “Vai Malandra”, seguida por “Ta Tum Tum” do Mc Kevinho em parceria com a dupla sertaneja Simone & Simaria, no segundo lugar. As músicas do funkeiro fizeram sucesso durante a folia, o 4º lugar do ranking ficou com “Rabiola”, atrás da “Que Tiro Foi Esse” da Jojo Todynho, que ocupou o terceiro lugar no pódio.

Hit do momento, a música “Envolvimento” da Mc Loma e as Gêmeas Lacração subiu 22 posições em 24 horas. As meninas que ocupavam a 29º posição no ranking top Brasil na sexta-feira (09), chegaram à sétima posição no primeiro dia do carnaval.

Confira abaixo o top 10 músicas mais tocadas no Carnaval 2018:
  1. Vai Malandra” – Anitta
  2. Ta Tum Tum” – Mc Kevinho, Simone & Simaria 
  3. Que Tiro Foi Esse” – Jojo Maronttinni (Jojo Todynho)
  4. Rabiola” – Mc Kevinho
  5. Apelido Carinhoso” – Gustavo Lima
  6. Ar Condicionado no 15” – Wesley Safadão
  7. Envolvimento” – Mc Loma e As Gêmeas Lacração
  8. Deixa Ela Deixar” – Matheus & Kauan, Mc Kevinho 
  9. Pesadão” – IZA
  10. Agora Vai Sentar” – Mc Jhowzinho, Mc Kadinho

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Criolina confirma Elza Soares no Carnaval de São Luís

Divulgação

Alê Muniz e Luciana Simões, da dupla Criolina, anunciam a presença de Elza Soares no bloco Bota Pra Moer. “Se o mundo vai acabar em carnaval a gente não sabe, mas que a mulher do fim do mundo tá vindo aí e vai botar pra moer, a gente garante!”, afirma Luciana. O bloco integra a programação oficial do carnaval maranhense que fará o circuito pela avenida Beira-Mar, centro da capital, no dia 12 de fevereiro, segunda-feira de carnaval, entre 16h e 20h30.

Neste ano, a proposta visual para o bloco é inspirada numa estética psicotropicalista. Em homenagem a Elza Soares, cujo álbum mais recente se chama A Mulher do Fim do Mundo, Alê Muniz encarna o Guerreiro do Fim do Mundo enquanto Luciana Simões se veste de Gladiadora do Centro da Terra.

Além de Elza, Fuzileiros da Fuzarca, Bateria da Favela do Samba e Rosa Reis são  convidados confirmados no bloco. Este, que recebeu o nome de Bota Pra Moer em memória ao conhecido personagem de São Luis do Maranhão que marcou os anos 50 e 60 com sua excêntrica mistura de louco e gênio que fez história no imaginário popular.

“Bota pra Moer” também é o título do frevo que a dupla escreveu em parceria com o poeta Celso Borges. A música, carro-chefe do do bloco ganhará um clipe com a participação de Zeca Baleiro, Chico Cesar, Lucas Santtana, Lurdez da Luz e Rosa Reis. O repertório ainda conta com clássicos do carnaval brasileiro e releituras de canções de Jorge Benjor, Sérgio Sampaio, Beth Carvalho, Caetano Veloso e Zé Ramalho, entre outros.


Divulgação

De outros carnavais.
Três álbuns - um deles vencedor no Prêmio da Música Brasileira - e um festival que já entrou para o calendário nacional, o BR-135. Além de uma prolífica parceria com o Criolina, não é de hoje a ligação de Alê Muniz e Luciana Simões com a folia. A dupla já atuou em parceria com o músico Mano Borges, realizou Baile de Máscaras e emplacou diversas marchinhas em concursos regionais e nacionais. A dupla também produziu o disco da Banda Bandida, fenômeno independente do carnaval de rua de São Luís.

 Sobre Criolina:
 Apesar de individualmente Alê e Luciana terem trilhado caminhos diferentes no passado (o primeiro é mais ligado ao universo pop, já Luciana sempre esteve associada ao mundo do reggae), o encontro dos dois mostra influências em comum, que vão desde a música regional do Maranhão e do Caribe, até elementos musicais herdados do tropicalismo e referências eletrônicas.

Estreia do Bicho Terra será hoje na Praia Grande


Sambista Xande de Pilares comanda show em São Luis

SÃO LUÍS - Um dos nomes mais expressivos do samba brasileiro, o vocalista e compositor Xande de Pilares, desembarca no próximo sábado dia 3 de fevereiro, para única apresentação em São Luis. O cantor comanda a 18ª edição da Feijoada do Marujo, evento tradicional que ocorrerá no Iate Clube, localizado na Ponta D’areia, a partir das 13h.
Xande de Pilares apresenta músicas que marcaram história, a exemplo do trabalho que marca a figura da mulher no cenário, com o hit Elas Estão no Controle, que teve participação da atriz Juliana Alves, além de Clareou, Sintonia do AmorPerseverança e tantas outras. Mas os fãs, também, vão poder relembrar e sambar ao som dos grandes sucessos da época do grupo Revelação, com as canções Deixa Acontecer, Tá Escrito, Só Vai de Camarote, entre outros sucessos do grupo, formado em 1992 e que até hoje não saem da boca e do coração da nação sambista.
Além do fenômeno Xande de Pilares, a tradicional Feijoada do Marujo também será regada ao som das atrações locais Banda Miragem, Amigos do Samba, Jegue Folia e discotecagem do Dj Walter Jr.
Música
A carreira de Xande começou, ainda, na infância no Morro da Chacrinha, Zona Norte do Rio de Janeiro, lá pelos idos dos anos 1970. Vem de uma família musical, todos os parentes gostavam de se reunir para saraus musicais. As composições e parcerias de Xande, também, estão na voz de vários intérpretes. Samba de Arerê (Xande/Arlindo Cruz /Mauro Jr) foi gravada por Beth Carvalho e Diogo Nogueira. Maria Rita escolheu Mainha me Ensinou (Xande/Arlindo Cruz/ Gilson Bernini), Bola pra Frente (Xande/ Gilson Bernini) e Nunca Se Diz Nunca (Xande/Leandro Fab/Charlles André). Leci Brandão gravou Perdoa (Xande/Helinho Salgueiro) e Meu Oceano (Helinho do salgueiro / Xande de Pilares / Mauro Junior). Com a fadista portuguesa Raquel Tavares, compôs Aceita e com o cantor americano David Elliot, filho Dionne Warwick, My Moon.
Em 2014, ganhou seu primeiro samba-enredo na escola Salgueiro, sua escola de coração. De lá até aqui, o cantor ainda fez participações em programas, inclusive o Esquenta da Rede Globo além de filme.
Serviço
O quê? Feijoada do Marujo com Show de Xande de Pilares e atrações locais;
Quando? 3 (sábado), às 13h;
Onde: Iate Clube – Ponta D’areia.
Quanto? R$80,00. À venda nas Óticas Veja - Deodoro, Site da  Bilheteria Digital  e também nos pontos de venda da Bilheteria Digital no Rio Anil Shopping, Shopping da Ilha e Rio Poty Hotel.

Baile do Allah-la-ô encerra temporada em clima de alegria

A produção do Baile do Allah-la-ô decidiu encerrar mesmo no sábado magro de carnaval (3) as edições da festa, que tornou-se um sucesso de público e animação. “Avaliamos que seria difícil concorrer com toda a programação que a cidade terá no sábado gordo. Esta é uma festa de pequenas proporções, feita de forma colaborativa. Encerraremos a temporada neste sábado, com muita alegria, que foi marca das duas edições anteriores. E teremos reforços para esta festa de encerramento”, anuncia Joãozinho Ribeiro, idealizador e organizador do baile.

O compositor se refere às adesões de Fátima Passarinho, Daffé e do grupo Amigos do Samba, que se somam ao time de primeiríssima linha que vem animando os foliões desde a primeira edição do Baile do Allah-la-ô: Célia Maria, Gabriela Flor, Rosa Reis, Josias Sobrinho, Celso Reis e Chico Neis, além do próprio Joãozinho Ribeiro.

A banda também ganha um reforço, com a adesão do trombone de Jovan Lopes, além dos originais Arlindo Carvalho (bateria), Arlindo Pipiu (contrabaixo), Marcão (guitarra), Fleming (percussão), Gonzaga (sax), Gerson (trompete) e Walber Carvalho (voz), egresso de Nonato e Seu Conjunto.

Em sua despedida, o Baile do Allah-la-ô já parece anunciar que veio para ficar, no esforço de preservar as tradições dos antigos carnavais, regado a muitas marchinhas, marchas-rancho, frevo, samba e muita alegria.

A festa acontece sábado (3) no Restaurante Ali Babá (Ponta d’Areia), a partir das 17h. Os ingressos, à venda no local, custam apenas R$ 15,00