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quinta-feira, 16 de maio de 2024

Palco Sesc Som Mará: Sesc e Chiquinho França realizam projeto de difusão e incentivo à música maranhense com apresentações gratuitas.




Acontece na próxima quinta, dia 23 de maio, a partir das 19h30, no Teatro Sesc, a abertura do Palco Sesc Som do Mará, projeto realizado pelo multi-instrumentista Chiquinho França em parceria com o Sesc Maranhão. A agenda do projeto prevê 21 apresentações gratuitas em shoppings e escolas públicas da região metropolitana de São Luís e Imperatriz, que contarão com a participação de grandes nomes da música maranhense como Flávia Bittencourt, Adriana Bosaipo, Mana Borges, além do próprio Chiquinho França.

O projeto Palco Sesc Som Mará surge como forma de difusão e fomento da música produzida no Maranhão. Acreditando que para além das etapas de criação e produção musical é necessário pensar no investimento em processos de educação musical, oportunizando que a música chegue a todos os públicos, de todas as gerações.

E assim, buscando maior acessibilidade e democratização ao acesso à música produzida no Maranhão, serão realizados circuitos musicais contemplando artistas locais, em escolas da rede pública, empresas, instituições e unidades do Sesc na grande São Luís e na cidade de Imperatriz.

 Além dos concertos, acontecerão ações mediadas como debates, pesquisas, produções criativas dos alunos das escolas contempladas na programação e audições musicais, com apoio de material educativo impresso e digital.

O Sesc , atento ao cenário musical e às demandas sociais e coletivas, vindas de representantes do segmento, investe em projetos musicais à exemplo do Palco Sesc Som Mará, buscando fortalecer a cadeia produtiva da música maranhense. Além disso, por entender que educação e cultura estão lado a lado, o projeto busca incentivar processos formativos com públicos preferenciais da instituição: trabalhadores do comércio e seus familiares, estudantes e comunidade que não têm acesso frequente a shows e concertos com músicos profissionais.

 

  

Confira a agenda de apresentações:

 

São Luís e região metropolitana

 

·         23 de Maio (quinta-feira) / 19h30

Teatro Sesc

 

·         24 de maio (sexta-feira) / 16h

Escola Jornalista Neiva Moreira – Bequimão

 

·         25 de Maio (sábado)/ 18h

Shopping Rio Anil

 

·         27 de maio (segunda-feira)/ 16h

Centro de Educação Especial Helena Antipoff - Rua Domingos Olímpio, Qd. S, S/N - Ipase

 

·         28 de maio (terça-feira)/ 16h

Escola Centro Educa Mais Júlio de Mesquita Filho – Cohab Anil I

 

·         29 de maio (quarta-feira)/ 16h

Escola Liceu Maranhense – Centro

 

·         30 de maio (quinta-feira)/ 10h

Escola Centro Educa Mais Profº Mário Martins Meireles – Pedrinhas;

 

·         31 de maio (sexta-feira) / 12h

Unidade Sesc Turismo - Av. São Carlos, s/n - Olho D'água;

 

·         31 de maio (sexta-feira) / 16h

Escola Domingos Vieira Filho – Maiobão;

 

·         1º de junho (sábado) / 18h

Shopping Pátio Norte;

 

·         04 de junho (terça-feira) / 16h

Escola Cidade de São Luis – Cohab;

 

·         05 de junho (quarta-feira) / 16h

Escola Luís Alves – Liberdade;

 

·         06 de junho (quinta-feira) / 16h

Escola Maria José Aragão – Cidade Operária;

 

·         07 de junho (sexta-feira)/ 12h

Unidade Sesc Deodoro - Av. Silva Maia – Centro;

 

·         07 de junho (sexta-feira) / 16h

Escola Dorilene Silva – Coroadinho;

 

·         11 de junho (terça-feira)/ 16h

Escola Maria Pinho – Cohatrac;

 

·         12 de junho (quarta-feira)/ 10h

Centro Escolar Governador Acher - Filipinho;

 

·         13 de junho (quinta-feira)/ 10h

Escola Sotero dos Reis – Centro;

 

·         14 de junho (sexta-feira) / 10h

Escola Janilde Silva de Aquino – Alemanha

 

Imperatriz

27 de junho (quinta- feira)

·         10h - Teatro Ferreira Gullar (apresentação para alunos da Escola Frei Manoel Procópio);

·         19h30 - Teatro Ferreira Gullar (público em geral).

 

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

BR135 Instrumental chega a Imperatriz

Nos dias 11 e 12 de outubro o BR Instrumental vai ocupar a Concha Acústica da principal cidade do sul do Maranhão. Estão confirmados o paulistano Bixiga 70, o paraense Manoel Cordeiro e o maranhense Chiquinho França, entre outros.

O BR Instrumental realiza sua segunda edição fazendo a conexão entre a BR-135 e a BR-010 para chegar a Imperatriz nos dias 11 e 12 de outubro, com shows na Concha Acústica da Beira Rio (Beirosa). O festival reunirá Bixiga 70, ATR, Guitarrada das Manas, Camarones Orquestra Guitarrística e Manoel Cordeiro, Luh del Fuego e Las Pupilas Dilatadas, além de atrações locais: Maranhão Musical, Chiquinho França (foto acima), Sonia Guajajara e Orquestra Sanfônica Acordes do Campestre. 

Nas pickups, o Forró Red Light, além de performances da Trupe de Habilidades Circenses, Jô Peteleco e da poeta Lilia Diniz, e discotecagem das DJs Sandra Marley e Juliana Alba. Toda a programação é gratuita e a concepção é da dupla Criolina, formada por Luciana Simões e Alê Muniz. O II BR 135 Instrumental é uma realização do Ministério da Cultura com patrocínio do Atacadão. A programaçã o completa está disponível no site  www.festivalbr135.com.br.

O evento estreou em 2017 como uma primeira etapa do Festival BR135 daquele ano, quando ocupou o Mercado das Tulhas e o palco da Praça Nauro Machado, em São Luís. E agora, para esta segunda edição, sai da ilha rumo ao sertão. “É a primeira ação do festival fora da capital maranhense, movimento natural de um projeto que nasceu com o propósito de movimentar a cena local por meio da troca de experiências com os diversos setores do mercado da música, construindo pontes e diálogos”, afirma Alê Muniz.

A intenção é aproximar esses dois universos culturais: o de São Luís, ilha com forte influência das marés e dos sotaques do bumba-meu-boi, do reggae e do tambor de crioula; e o de Imperatriz, sul do Maranhão, cidade banhada pelo rio Tocantins, um Maranhão do sertão, da sanfona, das fanfarras e das quebradeiras de coco.

“Mais do que um festival de música, esta edição será um painel de vivências da cultura amazônica do Brasil profundo, com forte influência indígena, que se reflete na música e também em diversas manifestações”, afirma Luciana.

História – O BR135 começou em 2012, no Circo da Cidade, com shows de bandas locais, na base da colaboração. No ano seguinte teve duas edições na praia e dois shows no Teatro Artur Azevedo, em homenagem a dois marcos da música maranhense: o álbum Bandeira de Aço (Edições Marcus Pereira, 1978) e João do Vale 80 Anos.

Um ano depois o festival ocupou definitivamente o centro histórico da capital maranhense, em dobradinha com a etapa formativa do evento, o Conecta Música. A programação conta com palestras, workshops, oficinas e rodada de negócios.

Nesses sete anos passaram pelos palcos do BR135, entre outros, Arnaldo Antunes, Siba, Céu, Curumim, Mombojó, Felipe Cordeiro, Dona Onete, Criolina, Baiana System, Pinduca e Orquestra Brasileira de Música Jamaicana, além de mais de 40 bandas selecionadas por um edital aberto para artistas de todo o país. Em 2018 o festival reuniu mais de 70 mil pessoas no centro histórico de São Luís.

II BR 135 INSTRUMENTAL 
Imperatriz, dias 11 e 12 de outubro de 2019
Onde: Concha Acústica da Beira Rio (Beirosa)
PROGRAMAÇÃO GRATUITA
Realização: MINC e Patrocínio do ATACADÃO
Mais informações: Assessoria de Imprensa 98 9 81791113
e site www.festivalbr135.com.br

Programação
Dia 11 – sexta-feira
18h - Maranhão Musical
18h30 – DJ Sandra Marley
19h – Lilia Diniz (poeta)
19h30 - Chiquinho França in Concert
20h30 – Forró Red Light
22h - ATR
23h - Bixiga 70

Dia 12 - sábado
17h30 – Trupe de Habilidades Circenses e DJ Juliana Alba
18h30 – Pipoca e Poesia com Jô Peteleco
19h – DJ Juliana Alba
19h30 – Orquestra Sanfônica Acordes do Campestre
20h30 – Sônia Guajajara
21h – Luh del Fuego e Las Pupilas Dilatadas
22h – Guitarrada das Manas
23h – Camarones Orquestra Guitarrística  e Manoel Cordeiro

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Som Mará grava DVD


 Depois de uma turnê de sucesso em São Luís e em municípios maranhenses, com grande público em todas as edições, o projeto Som Mará continua agora com a gravação do DVD Som Mará na Ilha, com Chiquinho França (foto ao lado) e vários artistas maranhenses. O show será hoje, 20, a partir das 21h, na Casa das Dunas (Avenida Litorânea) e terá as presenças dos cantores e cantoras  Flávia Bittencourt, Mano Borges, Erasmo Dibell (foto abaixo), César Nascimento, Betto Pereira, Milla Camões, Chiquinho França e Glad Azevedo. Antes terá a apresentação de Wilson Aranha.
O DVD é o primeiro registro do projeto Som Mará idealizado pelo multi-instrumentista Chiquinho França, com o objetivo de promover o intercâmbio de artistas locais e também projetar a música maranhense. Chiquinho França também assina a produção do DVD que tem previsão de lançamento para ainda este ano. Para França, a divulgação e a união dos artistas maranhenses é importante para projetar a música maranhense para além das fronteiras do estado.  
É uma forma de manter viva a força da música maranhense, dar uma valorizada para a nossa cultura e não deixar morrer. O que é muito importante nesta ideia é que o projeto foi criado e está sendo executado pelos próprios artistas, assim poderemos fazer parcerias com quem quisermos, sem interferências de qualquer partido político, canal de televisão, rádio, religião ou quaisquer outros movimentos sociais isoladamente. Queremos e convocamos todos para estar conosco nesta grande conquista que é fazer a nossa música ser cantada por todos e em todo nosso Brasil. Isto será bom para os artistas, para o estado, para o turismo, e enfim pra toda nossa juventude e sociedade em geral”, destaca o artista.

Som Mará no Rio de Janeiro
O projeto aconteceu este ano São Luís, Imperatriz e Santa Inês com a participação de 11 artistas convidados, e prevê ainda novas apresentações, incluindo um grande show na Fundição Progresso, no Rio de Janeiro, em 2016, contando como madrinha a cantora Alcione. O projeto no Rio de Janeiro encontra-se em fase de captação de recursos
“A proposta é do Som Mará é viajar levando a nossa música pelo Brasil e mundo a fora através de super show que vamos realizar em meados de julho 2016 no espaço cultural Fundição Progresso no coração da Lapa (Rio de  Janeiro. Além dos nove artistas que participarão da gravação do DVD em São Luís, temos a Alcione Nazareth que, além do show em palco conosco, será âncora na divulgação a nível nacional”, frisou o artista. No Rio de Janeiro o projeto terá também a participação do percussionista Papete.
O objetivo é divulgar compositores, instrumentistas e intérpretes maranhenses, por isso todo o repertório da noite será exclusivamente de músicas locais. Entre os artistas que participarão da festa, o cantor e compositor Glad Azevedo, radicado no Rio de Janeiro, escolheu a música Viagem de Novembro, composta por Erasmo Dibell e a composição autoral Aquela.
“Eu vim especialmente para São Luís a convite do Chiquinho França e acho que esse projeto tem o intuito de divulgar a música maranhense de forma mais contundente. Vai ser muito bom para o artista do Maranhão. É mais uma janela para a gente divulgar a nossa música”, conta Glad.
A cantora Milla Camões (foto) se diz maravilhada de participar do projeto. “Chiquinho me convidou, já fiz duas participações no Projeto e agora é a gravação do DVD. É uma delícia. A música maranhense é linda demais, rica demais. Não dá pra cair no esquecimento. A proposta é essa: reviver. E reinventar. No meu caso farei duas músicas lindas e com arranjos completamente novos: As Perigosas, de Josias Sobrinho e Solidão de Sérgio Habibe, o que prova que nossa música é atemporal”, frisa a cantora.
Som Mará tem patrocínio da Companhia Energética do Maranhão (Cemar) por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura e  Governo do Estado do Maranhão.

Serviço
O quê? Show e gravação do DVD Som Mará na Ilha
Quando? Hoje, 20, às 22h
Onde? Casa das Dunas (Av. Litorânea)
Couvert: R$10,00. Após as 22h: R$20,00

Informações: 3227-8695

quinta-feira, 30 de julho de 2015

O Som do Mará em terras cariocas


O projeto é ousado e a atitude é louvável. Já que a música e a produção maranhense, em sua maioria, relegada ao âmbito regional tem dificuldade, por vários motivos, de chegar aos grandes centros, ela vai  de encontro a eles. E a maneira encontrada foi levar essa rica produção por meio do projeto Som do Mará Rio que nesta edição, a terceira, desde que foi idealizada por Chiquinho França, se estende ao Rio de Janeiro e levará 10 artistas maranhenses para um show no dia  12 de novembro, no espaço cultural Fundição Progresso, considerada uma das maiores e melhores casas de shows da capital fluminense.
O Som do Mará no Rio de Janeiro terá a cantora Alcione como anfitriã, que além do show em palco será âncora e atração na divulgação do evento em mídia nacional. Desse show sairão um CD e DVD que servirão para divulgar nacionalmente a música local. Para a primeira etapa dessa iniciativa foram convidados os artistas Phill Veras, Mano Borges, Erasmo Dibell, César Nascimento, Flávia Bittencourt, Betto Pereira, Carlinhos Veloz, Chiquinho França, Papete e Milla Camões.
“Tínhamos 40 artistas listados e fizemos uma seleção difícil para tirarmos 10. São artistas talentosos que já estão há mais tempo na música e outros, jovens que tem presença de palco, já conquistaram um lugar e tem mostrado sua força como Phill Veras, Milla Camões, Flávia Bittencourt, que tem um currículo invejável”, comenta Chiquinho França. 
O projeto, já aprovado e certificado pelo Ministério da Cultura através da Lei Rouanet, objetiva divulgar e projetar a música do Maranhão, mas não se deterá a apenas o show do dia 12 de novembro. Está previsto fixar um escritório no Rio de Janeiro para dar continuidade aos interesses e trabalhos de divulgação e projeção da música maranhense para o Brasil. Com essa visão Chiquinho acredita que vai contribuir para colocar a música maranhense no mercado fonográfico brasileiro, beneficiando músicos, compositores, interpretes, produtores e demais profissionais do segmento musical,
“Tem toda uma estratégia de marketing, e também de empreendedorismo cultural. É dar esse pontapé para que a produção maranhense possa andar sozinha, fazer a produção desses artistas e possibilitar que eles tenham vida própria, expandir os horizontes”, aposta.
Além do show apresentado em palco, a produção disponibilizara três camarotes estrategicamente posicionado enfrente ao palco para convidados especiais como: artistas nacionais, produtores, profissionais da imprensa em geral, gravadoras, editoras, teatrólogos, cineastas, agencias de publicidades, rádios e TVs. Após o show acontecerá uma rodada de negócio entre artistas e produtores visando interesse de perfil de ambos os lados.
O show será gravado ao vivo em CD/DVD e posteriormente encartado na revista Som do Mará que trará catalogado todo o evento apresentado para o público carioca. Este material será distribuído em bancas de revistas do Rio de Janeiro, São Paulo e Maranhão. Bem como a bordo das aeronaves TAM e GOL nos trechos Rio/SLZ.
“Para quem apresentamos esse trabalho, as pessoas ficaram maravilhadas.  A Alcione ficou louca... Ah, o Zé Américo é que vai fazer a produção da gravação de áudio. Tenho certeza que teremos um bom resultado. A superintendência do Sebrae-MA achou o projeto empreendedor e está estudando a forma de fazer parceria no acompanhamento da execução do projeto para juntos conseguirmos ascensão no mercado cultural e turístico do Maranhão”, afirma Chiquinho.

Artistas Som do Mará Rio
Alcione
Betto Pereira,
Chiquinho França
César Nascimento
Carlinhos Veloz
Erasmo Dibell
Flávia Bittencourt
Mano Borges
Milla Camões
Papete
Phill Veras


Cinco perguntas//Chiquinho França

Como foi o embrião desse projeto?
Nós já fizemos duas edições. A primeiro foi o Som do Mará Chiquinho França Instrumental e a outra foi Som do Mará Neném Bragança. No carnaval deste ano o Perfeito Fortuna, criador do Circo Voador e que está à frente da Fundição Progresso, me viu e perguntou do projeto. Daí surgiu a ideia de levar para o Rio porque ele ofereceu todo o suporte para que fizéssemos lá e não vamos parar por aí. Tem o palco para os convidados especiais, o escritório que montaremos lá e a revista que será encartada nas bancas de revistas do Rio de Janeiro e São Paulo, e a bordo das aeronaves da TAM e Gol, nos voos cujos destinos sejam Rio de Janeiro e São Luís.

Já tem outra edição prevista?
Sim. Temos tanta certeza que vai dar certo que planejamos para São Paulo a outra edição com outros 10 artistas e tendo como anfitrião Zeca Baleiro.

E quando começam efetivamente os trabalhos?
Nós estamos em fase de pré-produção e de captação de recursos. Por isso aproveito para pedir o apoio de todos: artistas, produtores, empresários, fãs, imprensa, e público em geral. Sei que dará tudo certo e que Deus vai abençoar.

Como ficou definido a questão do repertório?
Cada artista cantará duas músicas, provavelmente uma dele, se for cantor e compositor,  e outra de outro artista que estiver no elenco. Não podemos errar nessa primeira edição, então vamos tocar as músicas que deram certo aqui e que lá fora são inéditas.

E na seleção dos artistas o que pesou?
Tinha uma lista de 40 e tive que selecionar 10. São artistas de duas gerações e que tem presença de palco, tem um trabalho consolidado, embora tenhamos artistas jovens. Com esses conhecimentos tenho certeza que faremos a nossa música chegar longe. Com isso tenho certeza que vai valorizar a nossa música aqui também, vai elevar a autoestima do artista, fazer com que ele caminhe com as próprias pernas, sem ter que depender de um ou de outro.



Serviço
O quê? Som do Mará Rio
Quando? 12 de novembro
Onde? Fundição Progresso (RJ)

Quanto? Não informado

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Telento vezes cinco


Cinco vozes, cinco artistas, cinco talentos e uma única vontade: levar a produção maranhense para o mundo. Mas antes é hora de homenagear os 400 anos de São Luís no dia 1º de setembro, na Lagoa, com um show que vai entrar para a história. Chiquinho França, Carlinhos Veloz, Mano Borges, Betto Pereira e Erasmo Dibell dividem o mesmo palco e cantam músicas que marcaram suas carreiras e o mercado musical de São Luís. É o Projeto A5 que depois de se apresentar em São Luís vai para o Rio de Janeiro onde devem ser confirmadas três apresentações já a partir do mês de setembro.
O lançamento do CD e do projeto em São Luís será no show do dia 1º de setembro e faz parte da programação do Governo do Estado, que depois terá apresentação do cantor e compositor baiano Gilberto Gil. O repertório do show é formado pelas 20 músicas do CD, compostas pelos cinco artistas e ainda de músicas de autores como Gerude, César Nascimento e outros artistas que prestaram homenagens a São Luís. No show, Chiquinho França, como é de praxe, fará sua apresentação instrumental.
Já o CD é uma coletânea e traz gravações originais de canções como Imperador Tocantins (Carlinhos Veloz), Sarará (Erasmo Dibell), Terecô (Beto Pereira), Dindinha (Chiquinho França) e Você é Tudo (Mano Borges).
A reportagem de O Imparcial recebeu Chiquinho França e Betto Pereira para um bate-papo sobre o trabalho, o projeto, as novas produções e a música maranhense.


 Que ideia foi essa de reunir cinco grandes artistas em show só?
Betto Pereira – A ideia foi do Chiquinho, que foi ao Rio de Janeiro  e viu que a nossa música tem espaço, mas que não está sendo ocupado.
Chiquinho França – Nosso trabalho aí pra fora é muito comentado e eu vi no Rio de Janeiro um espaço que a gente precisa ocupar. Pensamos em fazer essa coletividade para que portas sejam abertas e já estão começando a se abrir. Nós conseguimos entrar na programação do aniversário da cidade, coisa que talvez um ou outro conseguisse, de forma individual. Ou seja, corria-se o risco de ficar de fora dessa festa e deixar de prestar essa homenagem a São Luís.

E vocês vão cantar na mesma noite que Gilberto Gil...
Betto Pereira – Sim, o Gil é uma das minhas referências, ao lado de Paulinho da Viola e nós conseguimos uma relação interessante. Ele participou do meu show no Circo Voador, há 15 anos, a convite da Alcione e gostou muito do meu trabalho. As duas vezes que ele esteve fazendo show em São Luís ele  procurou por mim.

Vocês comentavam que muita gente não entendia o A5?
Chiquinho França - Sim. E o A5 é um projeto com cinco artistas cantando e executando música maranhense. Embora cada um vá cantar sua música, mas o show tem muita dinâmica, muita interatividade. O palco nunca vai ficar sem ninguém. Além disso, cantamos músicas de outros artistas. O show na Lagoa será o lançamento do CD.

Como é que vai ser ocupar o espaço da música maranhense no Rio de Janeiro?
Chiquinho França - Nós temos já confirmados três shows no Rio de Janeiro, estamos dependendo apenas de um apoio do governo estadual para seguir com o espetáculo no Rio. Está previsto fazermos  o lançamento do CD coletânea, coletar imagens para o DVD e gravar o CD. Já temos contatos com produtores, gravadoras, formadores de opinião.
Betto Pereira – Queremos mostrar a homenagem que a gente tá fazendo aos 400 anos lá no Rio de Janeiro, dividindo com o público. Chegar no Rio de Janeiro com a nossa música.

Vocês são artistas que estão na música há muito tempo. Como é que vocês veem essa produção local atual?
Betto Pereira – Eu não gosto de rótulos, de dizer que faço música popular maranhense, ou da terra, minha música é universal. É muito difícil hoje em dia o artista estar em evidência. Na época em que nós começamos tivemos a sorte da produção maranhense estar num crescente, mas tem muita gente boa aí, talentosa, que falta acreditar no seu potencial, deixar de modismos, cópias e covers e apostar na sua produção. Eu tenho 30 anos de música e ainda estou trabalhando porque acredito na minha música.
Chiquinho França – A nossa música é um produto. O estado e o município é que não veem isso. Temos artistas talentosos, música boa, o turismo está aqui e as vezes a coisa não acontece. É de suma importância que essa rapaziada toda dê continuidade ao trabalho da gente, porque na festa de 500 anos não estaremos aqui (risos). Então, assim como essas músicas estão sendo tocadas agora, é importante que daqui a 100 anos tenham outras homenagens assim também. Eu tenho pena deles que botam o pé na estrada sem apoio nenhum. E o trabalho do A5 prevê isso também, abrir portas para eles em outros estados, começando pelo Rio de Janeiro.

  Vocês hão de convir que às vezes o artista precisa começar de alguma forma...
Chiquinho França – Sim, mas eles precisam ser sustentados pelo público deles, criarem formas de promoção, sem ter que ficar passando com o pires na mão. E o poder público por outro lado, precisar dar o anzol e não o peixe. Eu mesmo todos os anos faço um tributo a Pink Floyd porque eu preciso fazer nome. E no meu caso que é música instrumental as coisas se tornam ainda mais difíceis.
Betto Pereira -  Eu acho que essa turma tá vivendo muito do que é feito lá fora, com bandas de forró, de rock, pop e esquecendo um pouco a nossa regionalidade. Tem que ter um pouco mais de autoestima.  

 
Faixas do CD
Ilha Bela
Filhos da Precisão
Fissura
Bangladesh
Toque de Amor
Viagem de Novembro
Vidente
Czardas
Você é Tudo
Terecô
Imperador Tocantins
Sarará
Apego a Upaon Açu
Amagni
Mana
Beija-Flor
Beija na Boca
Dindinha
Ça Va
Ana e a Lua