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sábado, 23 de novembro de 2019

1ª edição do Festival de Música Ilha do Amor ocorre neste sábado (23)


Evento contará com um grande evento de apresentação das composições dos artistas maranhenses, e ainda com a participação de Carlinhos Veloz e Fauzi Beydoun.

SÃO LUÍS - Em agosto deste ano, foi lançado o edital para seletiva de artistas para o 1º Festival de Música “Ilha do Amor”, que ocorrerá na Concha Acústica Reynaldo Faray na Lagoa da Jansen, no dia 23 de novembro de 2019, a partir das 19h30 – a entrada é gratuita. Ao todo, foram selecionadas 12 obras musicais inéditas, de autores maranhenses.
A cena musical maranhense está crescendo a cada dia, com o surgimento de novos talentos, grandes compositores e maravilhosas vozes. Pensando nisso, a Paulinho Oliveira Produções Artísticas idealizou a primeira edição do Festival de Música “Ilha do Amor”, projeto que visa a realização de um democrático evento musical em formato de festival, que garanta a ampla participação popular, contribuindo para a difusão cultural e desenvolvimento da música maranhense.
A promoção de festivais de música no país abre novas portas no cenário musical aos artistas, possibilitando um impulso significativo para suas carreiras, além de servirem como um verdadeiro incentivo ao exercício do seu poder criativo na construção e revelação de uma bela canção inédita.
Assim, a proposta do festival é revelar novos talentos da música maranhense. As músicas selecionadas concorrerão aos prêmios de 1º, 2º e 3º lugar, além do prêmio de melhor intérprete. Para a escolha das campeãs, serão utilizadas duas formas de pontuações: pelo voto popular, que está disponível no site do evento www.festivalilhadoamor.com.br e por meio da votação da Comissão Julgadora (presencial).
Na culminância do Festival, no dia 23 de novembro, será promovido um grande evento de apresentação das composições dos artistas maranhenses, e contará ainda com a participação de dois artistas maranhenses de renome nacional, Carlinhos Veloz (foto acima) e Fauzi Beydoun e banda.
Conheça os finalistas acessando: http://bit.ly/2O9hD0x.
 Serviço:
O quê: 1º Festival de Música “Ilha do Amor”
Quando: no dia 23 de novembro de 2019, às 19h30
Onde: na Concha Acústica Reynaldo Faray, na Lagoa da Jansen
Entrada: gratuita;

quinta-feira, 30 de julho de 2015

O Som do Mará em terras cariocas


O projeto é ousado e a atitude é louvável. Já que a música e a produção maranhense, em sua maioria, relegada ao âmbito regional tem dificuldade, por vários motivos, de chegar aos grandes centros, ela vai  de encontro a eles. E a maneira encontrada foi levar essa rica produção por meio do projeto Som do Mará Rio que nesta edição, a terceira, desde que foi idealizada por Chiquinho França, se estende ao Rio de Janeiro e levará 10 artistas maranhenses para um show no dia  12 de novembro, no espaço cultural Fundição Progresso, considerada uma das maiores e melhores casas de shows da capital fluminense.
O Som do Mará no Rio de Janeiro terá a cantora Alcione como anfitriã, que além do show em palco será âncora e atração na divulgação do evento em mídia nacional. Desse show sairão um CD e DVD que servirão para divulgar nacionalmente a música local. Para a primeira etapa dessa iniciativa foram convidados os artistas Phill Veras, Mano Borges, Erasmo Dibell, César Nascimento, Flávia Bittencourt, Betto Pereira, Carlinhos Veloz, Chiquinho França, Papete e Milla Camões.
“Tínhamos 40 artistas listados e fizemos uma seleção difícil para tirarmos 10. São artistas talentosos que já estão há mais tempo na música e outros, jovens que tem presença de palco, já conquistaram um lugar e tem mostrado sua força como Phill Veras, Milla Camões, Flávia Bittencourt, que tem um currículo invejável”, comenta Chiquinho França. 
O projeto, já aprovado e certificado pelo Ministério da Cultura através da Lei Rouanet, objetiva divulgar e projetar a música do Maranhão, mas não se deterá a apenas o show do dia 12 de novembro. Está previsto fixar um escritório no Rio de Janeiro para dar continuidade aos interesses e trabalhos de divulgação e projeção da música maranhense para o Brasil. Com essa visão Chiquinho acredita que vai contribuir para colocar a música maranhense no mercado fonográfico brasileiro, beneficiando músicos, compositores, interpretes, produtores e demais profissionais do segmento musical,
“Tem toda uma estratégia de marketing, e também de empreendedorismo cultural. É dar esse pontapé para que a produção maranhense possa andar sozinha, fazer a produção desses artistas e possibilitar que eles tenham vida própria, expandir os horizontes”, aposta.
Além do show apresentado em palco, a produção disponibilizara três camarotes estrategicamente posicionado enfrente ao palco para convidados especiais como: artistas nacionais, produtores, profissionais da imprensa em geral, gravadoras, editoras, teatrólogos, cineastas, agencias de publicidades, rádios e TVs. Após o show acontecerá uma rodada de negócio entre artistas e produtores visando interesse de perfil de ambos os lados.
O show será gravado ao vivo em CD/DVD e posteriormente encartado na revista Som do Mará que trará catalogado todo o evento apresentado para o público carioca. Este material será distribuído em bancas de revistas do Rio de Janeiro, São Paulo e Maranhão. Bem como a bordo das aeronaves TAM e GOL nos trechos Rio/SLZ.
“Para quem apresentamos esse trabalho, as pessoas ficaram maravilhadas.  A Alcione ficou louca... Ah, o Zé Américo é que vai fazer a produção da gravação de áudio. Tenho certeza que teremos um bom resultado. A superintendência do Sebrae-MA achou o projeto empreendedor e está estudando a forma de fazer parceria no acompanhamento da execução do projeto para juntos conseguirmos ascensão no mercado cultural e turístico do Maranhão”, afirma Chiquinho.

Artistas Som do Mará Rio
Alcione
Betto Pereira,
Chiquinho França
César Nascimento
Carlinhos Veloz
Erasmo Dibell
Flávia Bittencourt
Mano Borges
Milla Camões
Papete
Phill Veras


Cinco perguntas//Chiquinho França

Como foi o embrião desse projeto?
Nós já fizemos duas edições. A primeiro foi o Som do Mará Chiquinho França Instrumental e a outra foi Som do Mará Neném Bragança. No carnaval deste ano o Perfeito Fortuna, criador do Circo Voador e que está à frente da Fundição Progresso, me viu e perguntou do projeto. Daí surgiu a ideia de levar para o Rio porque ele ofereceu todo o suporte para que fizéssemos lá e não vamos parar por aí. Tem o palco para os convidados especiais, o escritório que montaremos lá e a revista que será encartada nas bancas de revistas do Rio de Janeiro e São Paulo, e a bordo das aeronaves da TAM e Gol, nos voos cujos destinos sejam Rio de Janeiro e São Luís.

Já tem outra edição prevista?
Sim. Temos tanta certeza que vai dar certo que planejamos para São Paulo a outra edição com outros 10 artistas e tendo como anfitrião Zeca Baleiro.

E quando começam efetivamente os trabalhos?
Nós estamos em fase de pré-produção e de captação de recursos. Por isso aproveito para pedir o apoio de todos: artistas, produtores, empresários, fãs, imprensa, e público em geral. Sei que dará tudo certo e que Deus vai abençoar.

Como ficou definido a questão do repertório?
Cada artista cantará duas músicas, provavelmente uma dele, se for cantor e compositor,  e outra de outro artista que estiver no elenco. Não podemos errar nessa primeira edição, então vamos tocar as músicas que deram certo aqui e que lá fora são inéditas.

E na seleção dos artistas o que pesou?
Tinha uma lista de 40 e tive que selecionar 10. São artistas de duas gerações e que tem presença de palco, tem um trabalho consolidado, embora tenhamos artistas jovens. Com esses conhecimentos tenho certeza que faremos a nossa música chegar longe. Com isso tenho certeza que vai valorizar a nossa música aqui também, vai elevar a autoestima do artista, fazer com que ele caminhe com as próprias pernas, sem ter que depender de um ou de outro.



Serviço
O quê? Som do Mará Rio
Quando? 12 de novembro
Onde? Fundição Progresso (RJ)

Quanto? Não informado

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Telento vezes cinco


Cinco vozes, cinco artistas, cinco talentos e uma única vontade: levar a produção maranhense para o mundo. Mas antes é hora de homenagear os 400 anos de São Luís no dia 1º de setembro, na Lagoa, com um show que vai entrar para a história. Chiquinho França, Carlinhos Veloz, Mano Borges, Betto Pereira e Erasmo Dibell dividem o mesmo palco e cantam músicas que marcaram suas carreiras e o mercado musical de São Luís. É o Projeto A5 que depois de se apresentar em São Luís vai para o Rio de Janeiro onde devem ser confirmadas três apresentações já a partir do mês de setembro.
O lançamento do CD e do projeto em São Luís será no show do dia 1º de setembro e faz parte da programação do Governo do Estado, que depois terá apresentação do cantor e compositor baiano Gilberto Gil. O repertório do show é formado pelas 20 músicas do CD, compostas pelos cinco artistas e ainda de músicas de autores como Gerude, César Nascimento e outros artistas que prestaram homenagens a São Luís. No show, Chiquinho França, como é de praxe, fará sua apresentação instrumental.
Já o CD é uma coletânea e traz gravações originais de canções como Imperador Tocantins (Carlinhos Veloz), Sarará (Erasmo Dibell), Terecô (Beto Pereira), Dindinha (Chiquinho França) e Você é Tudo (Mano Borges).
A reportagem de O Imparcial recebeu Chiquinho França e Betto Pereira para um bate-papo sobre o trabalho, o projeto, as novas produções e a música maranhense.


 Que ideia foi essa de reunir cinco grandes artistas em show só?
Betto Pereira – A ideia foi do Chiquinho, que foi ao Rio de Janeiro  e viu que a nossa música tem espaço, mas que não está sendo ocupado.
Chiquinho França – Nosso trabalho aí pra fora é muito comentado e eu vi no Rio de Janeiro um espaço que a gente precisa ocupar. Pensamos em fazer essa coletividade para que portas sejam abertas e já estão começando a se abrir. Nós conseguimos entrar na programação do aniversário da cidade, coisa que talvez um ou outro conseguisse, de forma individual. Ou seja, corria-se o risco de ficar de fora dessa festa e deixar de prestar essa homenagem a São Luís.

E vocês vão cantar na mesma noite que Gilberto Gil...
Betto Pereira – Sim, o Gil é uma das minhas referências, ao lado de Paulinho da Viola e nós conseguimos uma relação interessante. Ele participou do meu show no Circo Voador, há 15 anos, a convite da Alcione e gostou muito do meu trabalho. As duas vezes que ele esteve fazendo show em São Luís ele  procurou por mim.

Vocês comentavam que muita gente não entendia o A5?
Chiquinho França - Sim. E o A5 é um projeto com cinco artistas cantando e executando música maranhense. Embora cada um vá cantar sua música, mas o show tem muita dinâmica, muita interatividade. O palco nunca vai ficar sem ninguém. Além disso, cantamos músicas de outros artistas. O show na Lagoa será o lançamento do CD.

Como é que vai ser ocupar o espaço da música maranhense no Rio de Janeiro?
Chiquinho França - Nós temos já confirmados três shows no Rio de Janeiro, estamos dependendo apenas de um apoio do governo estadual para seguir com o espetáculo no Rio. Está previsto fazermos  o lançamento do CD coletânea, coletar imagens para o DVD e gravar o CD. Já temos contatos com produtores, gravadoras, formadores de opinião.
Betto Pereira – Queremos mostrar a homenagem que a gente tá fazendo aos 400 anos lá no Rio de Janeiro, dividindo com o público. Chegar no Rio de Janeiro com a nossa música.

Vocês são artistas que estão na música há muito tempo. Como é que vocês veem essa produção local atual?
Betto Pereira – Eu não gosto de rótulos, de dizer que faço música popular maranhense, ou da terra, minha música é universal. É muito difícil hoje em dia o artista estar em evidência. Na época em que nós começamos tivemos a sorte da produção maranhense estar num crescente, mas tem muita gente boa aí, talentosa, que falta acreditar no seu potencial, deixar de modismos, cópias e covers e apostar na sua produção. Eu tenho 30 anos de música e ainda estou trabalhando porque acredito na minha música.
Chiquinho França – A nossa música é um produto. O estado e o município é que não veem isso. Temos artistas talentosos, música boa, o turismo está aqui e as vezes a coisa não acontece. É de suma importância que essa rapaziada toda dê continuidade ao trabalho da gente, porque na festa de 500 anos não estaremos aqui (risos). Então, assim como essas músicas estão sendo tocadas agora, é importante que daqui a 100 anos tenham outras homenagens assim também. Eu tenho pena deles que botam o pé na estrada sem apoio nenhum. E o trabalho do A5 prevê isso também, abrir portas para eles em outros estados, começando pelo Rio de Janeiro.

  Vocês hão de convir que às vezes o artista precisa começar de alguma forma...
Chiquinho França – Sim, mas eles precisam ser sustentados pelo público deles, criarem formas de promoção, sem ter que ficar passando com o pires na mão. E o poder público por outro lado, precisar dar o anzol e não o peixe. Eu mesmo todos os anos faço um tributo a Pink Floyd porque eu preciso fazer nome. E no meu caso que é música instrumental as coisas se tornam ainda mais difíceis.
Betto Pereira -  Eu acho que essa turma tá vivendo muito do que é feito lá fora, com bandas de forró, de rock, pop e esquecendo um pouco a nossa regionalidade. Tem que ter um pouco mais de autoestima.  

 
Faixas do CD
Ilha Bela
Filhos da Precisão
Fissura
Bangladesh
Toque de Amor
Viagem de Novembro
Vidente
Czardas
Você é Tudo
Terecô
Imperador Tocantins
Sarará
Apego a Upaon Açu
Amagni
Mana
Beija-Flor
Beija na Boca
Dindinha
Ça Va
Ana e a Lua