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sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Maranhenses entre os 5 mais votados na Exposamba

A nova parcial de votação da Exposamba 2014 (SP) aponta duas produções maranhenses entre as 5 primeiras mais votadas, dentre as 800 que estão em votação. Sendo que o primeiro lugar tem 76.351 votos e é a música Samba Feliz, dos compositores Adelson Ferreira e Paulo Piratta, daqui de São Luís.
O quinto lugar com 29.490 votos é a música Eu Sou O Samba, de Márcio Guimarães (foto), também daqui de São Luís.
Votem lá. Vejam nossas produções. Tem ainda  composições de Selma Delago, César Teixeira, Marconi Rezende, uma turma boa daqui do Maranhão. 
A Exposamba, maior mostra de sambas do Brasil, já recebeu, em apenas duas semanas, 1.336.275 votos nas composições que concorrem ao título de melhor nova composição do país. A votação teve início 6 de setembro e seguirá aberta até 15 de outubro. As 800 músicas inscritas estão disponíveis no portal http://www.fabricadosamba.com para receberem os votos nesta primeira fase, que irá selecionar os 160 compositores que seguirão na disputa.

http://www.fabricadosamba.com/?filter_19=Samba+Feliz&filter_24=&filter_20=&gf_search=&p=3132

sábado, 25 de janeiro de 2014

Osmar do Trombone em cinco gerações





Cinco gerações de músicos. Avô, pai, filho e neto. O músico Osmar Furtado, artisticamente Osmar do Trombone, tem mesmo do que se orgulhar. Nascido de uma família de músicos, ele acaba de realizar um grande sonho, gravar o primeiro CD aos 73 anos de idade, em 65 de cena musical, provando que nunca é tarde para as coisas acontecerem, para os sonhos serem realizados. 
Aos 8 anos de idade Osmar tocou o primeiro instrumento que aprendeu com o pai, o saxofonista José Antônio Furtado. A mãe, Julieta Pereira Furtado, acompanhava o pai como cantora, e o avô também era músico. Agora Osmar vê o filho Júnior, estudando e tocando sax,  e o netinho, Micael de 6 anos, tocando flauta. “É uma herança musical que está sendo passada de geração a geração. Esse CD é uma homenagem aos músicos da minha família, reúne músicas que fiz há 6, 7 anos e que ficaram guardadas. São 10 faixas, sendo cinco autorais e cinco de artistas que eu admiro e pelos quais tenho o maior carinho, e quis prestigiar como uma forma de retribuir tudo o que eles fizeram e fazem por mim”, credita Osmar.
Das músicas que foram regravadas o disco contém: O Samba é Bom, de Antônio Vieira; Terra de Noel, de Josias Sobrinho;  Saiba Rapaz, de Joãozinho Ribeiro; Das Cinzas à Paixão e Rayban, de César Teixeira. Das inéditas, Saudades de Tororoma, Cinco Gerações, De Ladeira Abaixo, Momentos e  Pulo do Gato.
Saudades de Tororoma fala de um igarapé lá de Cajari, onde nasci. Cinco Gerações, da minha família de músicos, e as demais, mais recentes estavam guardadas, mas eu sempre as tocava em shows”, conta Osmar. O CD foi gravado em Belo Horizonte no final de 2011 quase por acaso e finalizado em meados de 2013.
Osmar conta que o filho dele, Osmar Jr., que estuda bacharelado em sax na Universidade Federal de Minas Gerais, sempre dizia que o pai tocava trombone. Em uma dessas idas de Osmar à Belo Horizonte ele foi apresentado musicalmente aos colegas de Osmar Jr., que ficaram maravilhados com a experiência musical e a presença de Osmar do Trombone. Logo o questionaram se ele tinha CD. “Eu disse que não e eles disseram que era impossível, e me perguntaram se eu não queria gravar lá. Eu disse que sairia muito caro, mas aí que veio a surpresa, eles disseram que iam fazer para mim sem custos por causa do meu filho, de quem eles gostam muito. Aí pronto. Eles faziam lá e eu só ia para fazer alguns ajustes. No ano passado ficou pronto. Algo que para mim, a essa altura, eu nem esperava. Foi uma emoção muito grande”, conta Osmar. 
Homenagens  - Para compor o CD, além das faixas autorais, era preciso render homenagens. “O Antônio Vieira foi um grande artista, um grande mestre, fiz muitos trabalhos com ele. O César (Teixeira) sempre me convida para tocar nos shows dele. O Joãzinho faz o baile Parangolé e sempre me chama para participar. O Josias é meu conterrâneo, por quem tenho o maior carinho e esta foi a forma que encontrei para retribuir isso tudo”, diz Osmar.


Faixas do CD
Saudades de Tororoma
Das Cinzas à Paixão
O Samba é Bom
Momentos
Terra de Noel
Pulo do Gato
Saiba Rapaz
De Ladeira Abaixo
Rayban
Cinco Gerações


Foto: Ery Furtado (reprodução do Facebook)

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Disco Bandeira de Aço é Bem Cultural Imaterial do Maranhão



Como eu podia adivinhar que os versos que eu cantava quando criança, hoje fariam parte de um emblemático disco, referência na música popular maranhense?

"mamãe eu vi boi da lua dançar no planeta do Brasil" são versos de Boi da Lua (César Teixeira) e compõe ao lado de outras composições o disco Bandeira de Aço (1978), gravado pelo cantor e percussionista Papete. Por meio do Projeto  de Lei nº 163/2013 (Dep. Est. Bira do Pindaré-PT), aprovado ainda há pouco no Plenário da Assembleia Legislativa do Maranhão o disco  agora é Bem Cultural Imaterial do Maranhão

Recentemente o projeto BR 135 realizou um show para lembrar os 35 anos do álbum Bandeira de Aço.  No palco, além dos compositores do disco, os artistas Bruno Batista, Flávia Bittencourt, Madian, Afros, Dicy e Criolina deram voz às canções que ganharam novos arranjos. Um documentário produzido por Celso Borges e Beto Pio levou a plateia a fazer um passeio pela linha do tempo desses compositores e suas músicas, mostrando a cena musical do final dos anos 1970. O LP gravado por Papete, e lançado em julho de 1978 pela Discos Marcus Pereira, marcou a história da música produzida no Maranhão com  composições de César Teixeira, Josias Sobrinho, Ronaldo Mota e Sérgio Habibe.
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As antológicas músicas que fizeram parte do LP Bandeira de Aço, como Boi da Lua, Flor do Mal e Bandeira de Aço (César Teixeira), De Cajari pra Capital, Engenho de Flores, Dente de Ouro e Catirina (Josias Sobrinho), Boi de Catirina (Ronaldo Mota) e Eulália (Sérgio Habibe) são das mais executadas no período junino, e foram produzidas em uma época em que a música maranhense estava em efervescência.