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segunda-feira, 23 de abril de 2012

O rock vive!!!! M.O.A

Foi realmente lamentável tudo o que aconteceu e também o que deixou de acontecer no Metal Open Air (M.O.A), festival que tinha tudo para ser o maior evento de metal do Brasil. O público estava lá ávido para ouvir o som das suas bandas preferidas, algumas pela primeira vez no Brasil, no Nordeste, no Maranhão. Mas o que parecia um sonho que seria realizado em três dias acabou em um interminável pesadelo.
Milhares de pessoas que vieram de outros Estados e até de outros países viram esse sonho acalentado há meses se esvair em apenas dois dias. Previsto para ser realizado nos dias 20, 21 e 22 de abril com a participação de 47 bandas, sendo 26 nacionais e 21 internacionais, o M.O.A aconteceu em apenas dois dias com a apresentação de 13 bandas, dentre elas Megadeth, Almah (foto), Shama, Orphanead Land, Ácido, Êxodus, Korzus.
Já as mais aguardadas pelo público como Rock’n Roll AllStars, Blind Guardian, UDO, Venom e Anthrax, não apareceram. Anthrax e Blind Guardian até estiveram na cidade, mas não subiram ao palco. Os detalhes dos bastidores dessa confusão toda, só a produção pode desvendar, depois que acabar o jogo de empurra-empurra.
O certo é que São Luís saiu manchada, a cena roqueira por pouco, ou senão já voltou ao cenário  underground, pelo menos em São Luís e o que era para ser a redenção do rock, para colocar São Luís de vez na rota dos grandes shows virou fracasso.
Lamento pelo rock, pelos headbangers que se deslocaram de suas cidades, estados, países, que investiram em um sonho e não tiveram o mínimo de atenção das empresas produtoras do evento. Espero que voltem bem às suas cidades.
Quanto a São Luís, espero que algum dia volte a ter crédito junto ao público de outros lugares, porque a cidade que este ano está no seu quarto centenário não tem culpa do que aconteceu, não pode pagar pelos erros de uns poucos que até tiveram  uma boa ideia, mas que deram um passo maior que a perna. A megalomania cega as pessoas. Um pouco de bom senso e humildade não faz a mal ninguém.
Aplausos aos headbangers que em detrimento de toda a confusão deram o maior exemplo de todos: peace and love. Nessa confusão toda que a falta de organização dos produtores promoveu não houve um registro sequer de arruaça. Não houve briga, protestos. Paz total. Ideologia. Rock na veia. Roqueiro é guerreiro. As poucas bandas que honraram seus compromissos fizeram shows inesquecíveis. Naqueles momentos o público instalado em condições insalubres  esqueciam seus problemas. Estavam ali pra ouvir rock, bater cabeça, só o que queriam era ver seus ídolos. Não conseguiram.
Será que desta vez os produtores aprenderão com os erros?


A íntegra da nota da Negri Concerts (Felipe e Juliana Negri)

A Negri Concerts vem através desta comunicar o cancelamento do festival METAL OPEN AIR no seu último dia de apresentações, neste domingo (22). Uma série de problemas técnicos, estruturais e de logística impossibilitou a continuação e culminaram no cancelamento do evento.
Durante a madrugada e manhã de sábado (21), nossa empresa descobriu que os fornecedores de som, luz, palco e backstage não foram pagos pela Lamparina Filmes e Produções, empresa responsável pela contratação e pagamento das mesmas. Sentindo-se lesados, os fornecedores do evento passaram a desmontar todo o equipamento, impossibilitando que o segundo dia de atrações acontecesse para o público. Com medo de represálias e um princípio de tumulto formado pelo público da área de camping, que percebeu a movimentação na desmontagem, a polícia foi chamada para acompanhar a retirada dos equipamentos e garantir a integridade física dos fornecedores, assim como da equipe de apoio técnico de palco da Negri Concerts, que se encontrava no local tentando resolver o problema gerado por seu então parceiro.

Mesmo com todos os contratempos, a Negri Concerts em conjunto com parte da equipe da Lamparina Produções, que estava comprometida com a entrega do evento neste dia, passou a renegociar a permanência dos fornecedores no local. No entanto, nenhum dos funcionários das equipes sentiu-se seguro para dar continuidade ao festival. Preocupado com o público, o proprietário da Negri assumiu a liderança técnica do evento e a partir daí houve uma força-tarefa do departamento artístico da empresa para convencer as bandas que estavam programadas para tocar permanecessem no cast e não cancelasse suas participações, o que infelizmente não foi possível. As bandas Blind Guardian, Grave Digger e U.D.O. optaram por não participar após vistoria técnica e de segurança do Parque Independência por parte de suas equipes ainda durante as primeiras apresentações nacionais, que começaram com cerca de sete horas de atraso.

De acordo com essas bandas, não havia segurança nem para o público, nem para si próprios, além de ter a estrutura técnica comprometida, já que não houve tempo hábil para remontar equipamentos básicos necessários para dar continuidade às apresentações internacionais. A banda Legion of the Damned acabou sendo a única atração internacional da noite, e juntou-se às outras três bandas nacionais que, em consideração ao público e à nossa empresa, fizeram o que estiveram ao seu alcance, entregando performances carismáticas e intensas como a do Korzus, que tocou por mais de duas horas para os cerca de dez mil fãs presentes de todas as partes do país e da América do Sul.

Mais cedo, o Anthrax se recusou a participar do festival pelo não cumprimento de rider técnico por parte da Lamparina Filmes e Produções, exigindo sua saída imediata da cidade de São Luís. No aeroporto, a banda sofreu tentativa de agressão por parte de fãs revoltados e o intérprete acabou ferido na tentativa de proteger os integrantes do grupo.
Com o fim precoce do segundo dia de apresentações, as empresas envolvidas se reuniram em uma tentativa de acordo para a viabilização do último dia de evento. Mais uma vez, infelizes com a falta de pagamento por parte da Lamparina Filmes e Produções, os fornecedores decidiram por retirar todo o seu equipamento do Parque Independência em definitivo, impossibilitando que toda a grade de programação de hoje acontecesse. A Negri Concerts informa que TODAS AS BANDAS INTERNACIONAIS foram avisadas dos acontecimentos do dia anterior, e apesar de assustadas, assumiram o compromisso de seguir com as apresentações de hoje.
É importante ressaltar a todo o público que a participação da Negri Concerts nessa parceria restringiu-se à intermediação de negociações com seu então parceiro local das atrações internacionais, com exceção do Rock n Roll All Stars, que foi negociado diretamente pela Lamparina Filmes e Produções. A entrega da Negri Concerts consistia nessa intermediação e no apoio técnico de palco e artístico / receptivo dessas bandas na cidade de São Luís. A própria Lamparina assumiu em público – em anúncio feito em um dos palcos no sábado – que por falta de dinheiro houve os cancelamentos de bandas e os problemas estruturais já citados acima, adicionando-se a isso sérios problemas como falta de saneamento básico para o camping, roubos e furtos dentro da área do festival pela falta de segurança, entre vários outros.
Na manhã de hoje, a Lamparina Filmes e Produções impediu que as atrações internacionais deixassem o hotel para pegarem seus vôos proibindo que o serviço de vans que a mesma contratou permanecesse disponível. Mais uma vez, a Negri Concerts assumiu o controle de logística e está garantindo a saída em segurança dessas bandas da cidade de São Luis.
A Negri Concerts não se eximirá de suas responsabilidades, e vem através desta nota reafirmar seu compromisso com os fãs de heavy metal do país na entrega de espetáculos com preços de ingressos acessíveis e com atrações de nível, algumas delas inéditas no Brasil. Informamos também a todos que as apresentações das bandas Blind Guardian, Grave Digger e Shaman no Credicard Hall (São Paulo) e em Curitiba no Master Hall, além de OTEP e Annihilator no Carioca Club estão confirmadas e não foram afetadas pela série desastrosa de acontecimentos durante o Metal Open Air.
Por fim, a Negri Concerts lamenta pela cidade de São Luis, que não merecia tantas citações negativas e sempre foi digna de um grande festival de heavy metal. Sentimos pela entrega não ter chegado nem próximo do ideal.

A íntegra da Lamparina Produções (Natanael Jr. e Marcelo Caio)

A Lamparina Produções, relativamente ao cancelamento do terceiro dia do evento M.O.A., tem a esclarecer o seguinte:
A Lamparina Produções lamenta profundamente e anuncia o cancelamento do terceiro dia de shows do Metal Open Air. No entanto, afirma que os problemas causadores da interrupção do evento não são somente de sua responsabilidade.
As bandas todas - salvo as que cancelaram antecipadamente e cujo cancelamento foi anunciado – estavam em São Luís; aquelas que deixaram de fazer o show o fizeram por iniciativa própria, apesar de terem recebido todas as condições exigidas, tais como som, iluminação, palco back line e camarins.
Cabia à Negri Concerts o contato, a contratação e a efetivação do pagamento de todas as bandas internacionais, exceto o Rock’n Roll All Stars. À Lamparina, no entanto cabia arcar financeiramente com essas contratações, que foi feito e pode ser comprovado através de documentos. Em relação à atração Rock’n Roll All Stars, seu cancelamento se deu em razão de divergências contratuais, como, por exemplo, a não vinda do ator Charlie Sheen e adicionais de custos não previstos em contrato.
Frize-se: as bandas estão pagas! As condições técnicas para a realização do evento foram todas disponibilizadas. As alegações de falta de seguraa são falsas. Registre-se que o comportamento do público foi exemplar. Não houve, em qualquer momento, qualquer tipo de ameaça oriunda da plateia.
Como se disse, todos os contatos com as bandas eram por parte da Negri Concerts. Os representantes da Negri é que ordenaram ou orientaram as bandas a não realizar os shows. Todo o clima de terror que foi instaurado entre as bandas e os técnicos foi causado pela Negri, de onde partiu a ordem de não tocar.
Sobre a suposta agressão ao Sr. Felipe Negri, em nenhum momento isso aconteceu. Ele se recusou a colocar as bandas da noite de sábado, apesar de pagas. Além disso, quis retirar sua equipe técnica e se evadir do local. Foi sim exigida a sua presença e da respectiva equipe para a continuidade e seguraa dos shows, em respeito ao público presente.
São Luís, 22 de abril de 2012
Lamparina Produções


 Crédito da foto: Almah Metal Open Air (20/4/12) Honório Moreira






sexta-feira, 20 de abril de 2012

Fiquei fã do Orphaned Land - MOA







 O Metal Open Air começou hoje às 15h e uma banda que eu não conhecia me surpreendeu. Virei fã. a israelita Orphaned Land (fotos) que levantou a galera numa performance altamente carismática e interativa.  Destaque para o vocalista Kobi Farhi, de barba, cabelos compridos, vestido com uma túnica branca e com um terço nas mãos saudou São Luís, mas negou qualquer semelhança com Jesus Cristo. “Nós estamos em São Luís, mas eu realmente não sou Jesus Cristo”. A Orphaned Land foi criada em 1991 e me fez querer conhecer um pouco mais sobre ela. A mistura de música árabe com metal pesado e melodia caprichada com muitos riffs de guitarrra me encantaram.  
No primeiro dia do festival apresentaram-se ainda Exciter, Almah, Anvil, Shama, dentre outras, com encerramento da esperada Megadeth.
O Festival enfrentou e ainda enfrenta uma série de problemas estruturais como a área de camping,  a boate El Diablo que não está rolando ainda, dentre outros, mas como disse Edu Falaschi (Almah e Angra), gente contra eventos de rock e metal tem demais. É esperar pra ver se as coisas se ajeitam. A ideia é genial e ficou provado que público tem, falta mais organização porque headbanger que ver é rock na veia, pulsando, muito metal, mas algum conforto também. 
Mas amanhã tem mais e é esperar pra q tudo dê certo. Bora!!!

A programação de amanhã, 21
Palco Ronnie James Dio   

11:15 – Obskure
13:00 – Legion Of The Damned
15:30 – Glenn H.
18:00 – Udo
20:30 – Blind Guardian
23:45 – Rock N Roll Allstars

Palco Cliff Burton
12:00 – Stress
14:15 – Korzus
16:45 – Andre Matos
19:15 – Grave Digger
22:00 – Anthrax

Palco El Diablo
11:15 – Expose Your Hate
12:00 – Ácido
Após Rock N Roll All Stars: Fetish Dolls e Carro Bomba  

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Faltam 10 dias para o Metal Open Air

Eu participei da coletiva para apresentação oficial do Metal Open Air e conversei com Edu Falaschi, das bandas Almah e Angra sobre o evento e a participação dele aqui no Festival com a Almah, que vai se apresentar no dia 20, às 12h.

            O MOA vai acontecer nos dias 20, 21 e 22 de abril, no Parque Independência e está esperando a chegada de cerca de 50 mil visitantes nos três dias. É o maior evento de metal do Brasil com a participação de 21 bandas internacionais e 26 nacionais!!!

            Preparado para respirar rock, metal e suas variações em três dias inesquecíveis? Serão 21 bandas internacionais e 26 nacionais que prometem 15 horas diárias de muito rock com início às 10h da manhã e término por volta das 3h do dia seguinte.

            Inovação – Uma das novidades para esse evento e que segundo a produção, é inédito no Brasil, é o formato dos palcos que é exatamente igual para as todas as atrações. Diferentemente do que ocorre em outros festivais em que há um palco principal  para as atrações internacionais, e outro secundário para as locais, no MOA o tratamento será igual para todos os artistas, tanto em termos de estrutura, quanto de divulgação.

             Outra inovação são os camarotes totalmente climatizados e a área e convivência, em que artista e público circularão livremente. “Estamos falando de um público que segue a banda, faz questão de estar nos melhores lugares para ficar perto, que movimenta indústria da música adquirindo os produtos oficiais das bandas. Já imaginou estar pertinho do seu  rockstar?, indaga Marcelo Caio, da Lamparina Produções, uma das organizadoras do evento ao lado da negri Concerts e CK Concerts.

            Um dos shows mais aguardados certamente são os das bandas americanas Rock n Roll All Stars que reúne artistas diferentes e Megadeth, referência no heavy metal. A Rock n Roll All Star cujos integrantes são das bandas Guns N’ Roses, Skid Roll, Kiss, The Purple, dentre outras, será apresentada ao público pelo ator Charlie Sheen que virá exclusivamente para isso no dia 21.

            A Megadeth vem com a estrutura completa que encanta fãs de metal pelo mundo todo para mostrar um show completo.

Confira a entrevista com o Edu Falaschi.

Qual a expectativa de participar do Festival?
É uma satisfação participar desse festival. Eu sou um dos que mais bota a boca no trombone para a participação das bandas brasileiras em festivais desse porte. É uma satisfação como músico e pessoal porque não sei se vocês sabem, mas logo após o Rock in Rio tive um problema de saúde e fiquei afastado durante 7 meses. Então é um retorno aos palcos no MOA e em São Luís. Estou muito satisfeito.

Muito se falou sobre a realização desse festival aqui em São Luís, o que você acha?
Quando eu soube que o festival ia ser no Brasil, no Nordeste e em São Luís, eu fui um dos que mais apoiei. Por que não? Podia ser no Rio (de Janeiro) ou em São Paulo, que são os grandes centros, mas se está quebrando esse paradigma de se fazer no Nordeste. É uma questão de quebra de paradigma e de preconceito. Foi do eixo Rio-São Paulo muitos acham que no Nordeste só tem axé, certa vez até perguntaram pra mim: ‘vai tocar reggae?’ (risos). Todo lugar tem rock in roll e aqui no Maranhão não é diferente. Todos sabem do meu carinho pelo Nordeste.

Você falou em preconceito, o que pode ser mudado?
Sou metaleiro mesmo, a gente está aí na cena roqueira pra provar que movimentamos o mercado de emprego, geramos impostos e que não queremos ser tratados no Brasil como underground, que se for ver o significado é sub, embaixo, o rock não pode ser trabalhado como tal. O MOA é uma grande prova da movimentação desse mercado cultural a exemplo de outros festivais que tiveram  e tem  no Brasil, como Rock in Rio, Hollywood Rock, Monsters e muitos outros. Falta os governantes perceberem esse mercado, pois a parte cultural é enriquecida com a movimentação da indústria musical.

Qual  diferencial você está percebendo nesse festival?
Esse é um ponto. Todas as bandas brasileiras vão estar com o mesmo nível de atendimento, de palco, de camarim, de divulgação e isso é muito importante. Nesse nível nunca aconteceu no Brasil, principalmente com artistas brasileiros que merecem a mesma atenção das bandas internacionais. Aí você pode perguntar: ‘você defende a brasilidade, mas canta em inglês?’. Sim o inglês é língua universal, bandas japonesas cantam em inglês, por exemplo. O mundo inteiro canta em inglês e isso não nos faz ser menos brasileiros, ou deixar de fazer parte do meu país.
Obrigado aos fãs por acreditarem nesse estilo que a gente ama.


Serviço
O quê? Metal Open Air
Quando? 20, 21 e 22 de abril, a partir das 10h
Onde? Parque Independência
Quanto? Pista R$250,00 (meia para estudante)
Camarote com M&G R$ 450,00
Passaporte Pista R$ 450,00
Passaporte Camarote + M&G R$850,00
Passaporte Camping R$ 100,00
Passaporte El Diablo R$ 75
Informações: www.metalopenair.com