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sexta-feira, 16 de maio de 2014

Bodas de prata do Prêmio da Música

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O samba da melhor qualidade está com o pé na estrada, e na próxima semana chegará à capital maranhense. Desde ontem, o Prêmio da Música Brasileira (PMB) vem realizando uma turnê nacional, e São Luís será a segunda das sete cidades brasileiras a receber o show itinerante, que traz uma constelação como atrações: Beth Carvalho, Mariene de Castro, Arlindo Cruz, Dudu Nobre, Altay Veloso e Zélia Duncan (foto), esta última também apresentadora da turnê. O espetáculo, que na agenda local conta ainda com a participação da cantora maranhense Fernanda Garcia, está programado para a próxima terça-feira (20), às 20h, no Teatro Arthur Azevedo, e no domingo os ingressos poderão ser adquiridos gratuitamente através de inscrição no site oficial do evento.

Este ano, na 25ª edição do PMB, justamente quando a premiação teve como homenageado não um expoente da música, mas o próprio ritmo do samba, a cantora maranhense Alcione foi agraciada com o troféu de melhor cantora de samba. A cerimônia de entrega dos troféus aos vencedores em diferentes categorias e a gravação de um DVD da premiação ocorreram na quarta-feira (14), em noite de gala no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Em seguida, com patrocínio da Vale, teve início a versão itinerante do show, na própria Cidade Maravilhosa, com dois dias de apresentação (ontem e hoje). Depois de São Luís, a turnê segue para as cidades de Belém, Parauapebas, Belo Horizonte, Vitória e Corumbá.

Para a realização da turnê, o idealizador do PMB, José Maurício Machline, criou o roteiro tendo a consultoria da madrinha do samba Beth Carvalho. Com direção musical de Rildo Hora, considerado um dos maiores conhecedores do gênero no país, as apresentações incluem números solos e duetos, encerrando-se com um encontro de todos os artistas presentes no palco. Para fazer jus ao ritmo brasileiro por excelência, o repertório dos shows inclui clássicos como Juízo Final, de autoria de Nelson Cavaquinho, E o mundo não se acabou, de Assis Valente, e Foi um rio que passou em minha vida, composta por Paulinho da Viola, além de Preciso me encontrar e O mar serenou, ambas composições do sambista Candeia, e imortalizadas nas respectivas vozes de Cartola e Clara Nunes.

Prêmio

O Prêmio da Música Brasileira foi criado em 1988, consolidando sua influência na cena musical do país tanto por resgatar e prestigiar expoentes consagrados quanto por revelar artistas iniciantes ou com carreiras de expressão em alcance regional: cantores, músicos, arranjadores e produtores, dos mais variados estilos musicais. Todos os anos, um artista é homenageado, mas em 2014 os organizadores decidiram inovar ao indicar o mais autêntico ritmo brasileiro para receber as loas dos participantes. No dia da premiação dos vencedores (quarta-feira, 14), Gilberto Gil fez a leitura do texto assinado por Zélia Duncan, que definia o samba como “sem nome, sobrenome ou naturalidade certa, e com apenas cinco letras balança os seis continentes desde os primeiros compassos.”

SERVIÇO

O quê? Turnê do Prêmio da Música Brasileira 2014
Quando? 20 de maio (terça-feira), às 21h
Onde? Teatro Arthur Azevedo (Rua do Sol, s/n, Centro)
Quanto? Gratuito (ingressos obtidos através de inscrição no site premiodemusica.com.br)
Atrações: Altay Veloso, Arlindo Cruz, Beth Carvalho, Dudu Nobre, Mariene de Castro e Zélia Duncan
Artista convidada: Fernanda Garcia
 
 
*Publicado em Jornal O Imparcial na edição de 16.05.14

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Arlindo Cruz apresenta Batuques e Romances em São Luís

Arlindo Cruz traz para apresentação em São Luís novidades do mais recente CD do cantor, um dos grandes nomes da Música Popular Brasileira

Patrícia Cunha - Patrícia Cunha

Com o show %u201CBatuques e Romances%u201D, Arlindo Cruz  vai mostrar repertório de grandes sucessos ao público maranhense (Divulgação
)
São Luís vai receber o sambista Arlindo Cruz com o show Batuques e Romances, título homônimo do novo CD do artista e que traz entre outras faixas as músicas Bancando o Durão, O Sargento e Cleptomaria. O mais recente trabalho é o 22º desde o início da carreira profissional em 1980 e o repertório estará no show que acontece hoje, a partir das 23h, no Mandamentos

Veja entrevista exclusiva que fiz com o artista. A matéria completa está em http://www.oimparcial.com.br/app/noticia/impar/2012/04/13/interna_impar,113237/arlindo-cruz-mostra-repertorio-em-sao-luis.shtml e na versão impressa de O Imparcial.

Seis perguntas//Arlindo Cruz

Arlindo como é que se dá essa mistura de batuques e romances?
Eu tinha quatro projetos para fazer esse CD, mas ao longo da pesquisa  tinha a história de fazer os ritmos de cidades como Rio de Janeiro, Salvador, por que não, São Luís e outras cidades em que a quantidade de batuques é infindável; e a outra ideia era pegar um pouco do lado romântico, com canções que tinham mensagem de romantismo. Juntamos as ideias e vimos que essas duas coisas faziam parte da minha carreira. Em todo lugar que vou tem batuque, tem muito de mim tocar isso, então passei a definir isso como batuque e romance que é um pouco da minha vida, da minha carreira contada no CD.

Você é sambista, mas transita facilmente por outros ritmos. Explique esse diálogo?
Eu sou músico acima de tudo. Comecei como músico tocando de tudo. O Candeia (sambista que ele considera como padrinho) me ensinou muito sobre todos os ritmos. Venho de uma formação em que tocava em bares, fazendo roda de samba, mas passeio muito  bem pelo funk, reggae, entre outros tipos de música, na verdade a boa música, porque só existem dois tipos: a música boa e a ruim. Eu gosto de música boa. Procuro ver a que me agrada e não tenho problemas em gostar dessa ou daquela música. Por exemplo, eu gosto de brincar com o funk Minha vó tá maluca (risos).

Você usa muitos cordões, amuletos..., é superstição?
Eu tenho meus agradecimentos, faço meus pedidos. Não acho que seja superstição. Sempre faço meu sinal da cruz, vou à igreja, aos cultos. Tenho minhas crenças, sou religioso. Acho que todo carioca é meio católico-umbandista.

Você é compositor, cantor e agora faz parte de um programa de TV?
Estou no elenco do programa da Regina (Casé) e só não fiz o primeiro programa porque estava gravando, mas o meu lado compositor é o que está mais presente. Tenho mais de seiscentas composições. Eu sou um compositor que faço o resto.

E quanto às parcerias mais recentes, como Marcelo D2, Maria Rita, Ed Motta?
O repertório conta um pouco da minha carreira, unindo também canções interpretadas por outros cantores. As parcerias  são bem vindas quando servem para enriquecer  essa mistura, ficar mais próximo de agradar ao público. Então samba com rap, se o público vai gostar, vai estar presente essa linguagem também. O D2 (Marcelo) já está em busca da batida perfeita há um tempo. Ele fez um disco sobre Bezerra da Silva, então essa parceria é uma coisa super positiva. Maria Rita também tava buscando fazer um disco de samba e eu fiz para ela Tá Perdoado. Ela ficou encantada  e tem mais outras seis músicas minhas no CD dela, acho que é um recorde para um compositor convidado (risos). Então busco parcerias que tem a ver comigo e com o trabalho, como Ed Motta também.

E sobre o show em São Luís?
Muito batuque, romance e um Arlindo Cruz com muita música boa.