sexta-feira, 22 de setembro de 2023

Arte dos povos indígenas maranhenses ganha exposição no CCVM



Cestos, máscaras, colares, pulseiras, cuias, lanças... a arte dos povos indígenas é conhecida por sua pluralidade de formas, cores e funções. Diferentes grafismos distinguem povos; da natureza são extraídos o jenipapo e o urucum, matérias-primas para tingimentos corporais e de artefatos; troncos viram instrumentos de caça e de música; pequenas miçangas reunidas tecem desenhos que enfeitam e encantam.

Toda essa diversidade estará em cartaz a partir do dia 26 de setembro, com a exposição Maranhão: Terra Indígena, no Centro Cultural Vale Maranhão. Pela primeira vez, os povos indígenas habitantes do estado serão apresentados por meio de suas culturas materiais, cosmovisões, territórios e línguas. Serão abordados rituais, mitos e heranças orais ligados à produção exposta, bem como aspectos da vida cotidiana dos povos originários Awa Guajá, Canela Rankokamekrá, Canela Apanyekrá, Gavião Kykatejê, Gavião Pykopjê, Ka’apor, Guajajara Tenentehar, Tupinambá, Krikati, Tembé, Krepun Katejê, Akroá Gamella, Kreniê, Tremembé, Anapuru Muypurá e Warao.

Grande parte da exposição é composta pelo acervo de produção material indígena do CCVM, reunido durante anos de trabalho e pesquisa e diálogo com os povos indígenas do Maranhão. “Desde muito cedo, entendemos a importância de montar uma coleção que pudesse constituir a exposição que apresentamos agora. A cultura material indígena é riquíssima e transcende em sentido, nos propondo olhar de outra forma para o mundo, repensar nossas agências de produção e vivência do cotidiano, entender melhor o valor do território e a preservação da vida. O objetivo da exposição é banhar o visitante com a beleza das proposições estéticas indígenas, fazer com que compreendamos melhor o que é ser indígena, conferindo profundidade à resistência que os povos mantêm há mais de 500 anos”, explica Gabriel Gutierrez, diretor do Centro Cultural Vale Maranhão e que assina a concepção da exposição.

Para proporcionar ao público essa imersão, a expografia de Maranhão: Terra Indígena traz instalações que reúnem instrumentos musicais, de caça, peças usadas em rituais de luto e festas, redes, cestarias, cuias e uma ala dedicada ao vestuário indígena, com 15 representações de vestimentas utilizadas em diferentes momentos no dia-a-dia nas aldeias e produzidas com tecidos, miçangas e palhas; também compõem o espaço colares, pulseiras, cintos, caneleiras, braceletes e testeiras feitas de miçangas e usadas como adornos para rituais, enfeites do cotidiano ou comercializadas.

Compõem a mostra, também, o acervo do Centro de Pesquisa de História Natural e Arqueologia do Maranhão/CPHNAMA; fotografias de Christian Knepper e da Coleção Fotoetnográfica Carlos Estevão do Museu do Estado de Pernambuco - MEPE; e uma projeção do Mapa Etno-Histórico do Brasil e Regiões Adjacentes do etnólogo Curt Nimuendajú.

Produção audiovisual indígena maranhense é destaque

Uma parte da exposição apresenta cada um dos povos por meio de textos escritos por representantes das etnias ou articuladores de contatos. Para ilustrar o que será lido pelos visitantes, somam-se aos artigos peças de indumentárias, fotografias e curtas-metragens produzidos pelo CCVM, como Elas - as Mulheres Krikati, WYTY: Os Cantos de Resistência Gavião Pykopjê e Os Warao de Upaon-Açu.

Mais cinco documentários de três povos maranhenses - Ka’apor, Awa Guajá e Guajajara – serão exibidos na exposição. Os filmes foram realizados por Guardiões da Memória formados pelo Museu da Pessoa com patrocínio do Instituto Cultural Vale. As obras são fruto do projeto Vidas Indígenas Maranhão, que capacitou jovens dos respectivos povos na linguagem do audiovisual e realizou ações de preservação e divulgação de histórias de vida da comunidade.

Debate sobre a força feminina na luta indígena

A programação contará ainda com a roda de conversa A importância das lideranças femininas na luta indígena, com a presença de Edilena Krikati, Irene Gavião, Cíntia Guajajara, Rosilene Tembé Ka'apor e mediação de Raquel Tremembé.

A conversa acontece às 17h30, antecedendo a abertura da exposição, que está marcada para 19h. Toda a programação é gratuita e aberta ao público.

Maranhão: Terra Indígena fica em cartaz até 17 de fevereiro de 2024. O Centro Cultural Vale Maranhão está localizado na Rua Direita, nº 149, Centro Histórico de São Luís, e é aberto à visitação de terça a sábado, das 10h às 19h.


Serviço

O quê: Abertura da exposição Maranhão: Terra Indígena, com roda de conversa "A importância das lideranças femininas na luta indígena".

Quando: 26 de setembro, às 17h30

Onde: www.ccv-ma.org.br

Sobre o Centro Cultural Vale Maranhão

O Centro Cultural Vale Maranhão é um espaço cultural mantido pelo Instituto Cultural Vale, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, com o objetivo de contribuir na democratização do acesso à cultura e valorização das mais diversas manifestações e expressões artísticas da região.


Joãozinho Ribeiro e grande elenco apresentam “Canções de Amor e Paz”


Diariamente somos bombardeados pelo noticiário e pelas redes sociais com notícias desagradáveis. São fartos os casos de desastres (supostamente) naturais, violências de toda ordem e assassinatos, não raro os três se relacionando.

Na contramão disso, temos as artes, para servirem não como alienação, alheamento ou fuga da realidade, mas também para nos ajudar a refletir sobre a quadra histórica que atravessamos.

“O dever do artista é salvar o sonho”, sentenciou o artista plástico italiano Amedeo Modigliani (1884-1920), frase que se tornou um mantra para o poeta e compositor maranhense Joãozinho Ribeiro.

Nesta cruzada quase quixotesca em busca de salvar o sonho, Joãozinho Ribeiro apresenta nesta sexta-feira (22), às 20h, no Teatro Arthur Azevedo (Rua do Sol, Centro), o espetáculo “Canções de Amor e Paz”, reunindo um grande elenco da música e poesia cometidas por estas plagas.

Desfilando um repertório autoral, Joãozinho Ribeiro agrega como convidados/as o Coral Infantil Batucando Esperança, Elisa Lago, Emmanuel Ferraro, Adriana Bosaipo, Anna Cláudia, Fátima Passarinho, Zeca Baleiro – que fará uma participação especial virtual, apresentando uma parceria inédita deles em vídeo –, Ivandro Coelho, Gisele Vasconcelos, Marconi Rezende, Rosa Reis, Leda Nascimento, Elizandra Rocha, Gilson César, Rosa Ewerton, Uimar Junior, Moizes Nobre e Tatiane Soares.

O anfitrião e a constelação que o acompanha terão seus feitos musicais e poéticos emoldurados pelos talentos de Rui Mário (sanfona e direção musical), Arlindo Pipiu (baixo), Hugo Carafunim (trompete), Danilo Santos (saxofone e flauta), Robertinho Chinês (cavaquinho e bandolim), Tiago Fernandes (violão sete cordas) e Marquinhos Carcará (percussão). A produção é de Lena Santos e a direção geral de Joãozinho Ribeiro.

Os ingressos custam R$ 50,00 (R$ 25,00, a meia-entrada para estudantes com carteira e demais casos previstos em lei) e estão à venda na Bilheteria Digital e na bilheteria do Teatro Arthur Azevedo.


Serviço

O quê: show “Canções de Amor e Paz”

Quem: Joãozinho Ribeiro e convidados

Quando: sexta-feira (22), às 20h

Onde: Teatro Arthur Azevedo (Rua do Sol, Centro)

Quanto: R$ 50,00 e 25,00

quarta-feira, 13 de setembro de 2023

Anitta vence prêmio de melhor clipe latino por 'Funk Rave' no VMA 2023

                                                                                Reprodução/Instagram Anitta


A cantora Anitta foi lá e venceu de novo. Pelo segundo ano consecutivo, a cantora levou o troféu da MTV americana, pelo Melhor Videoclipe Latino, do Video Music Awards (VMA), desta vez com  "Funk Rave".  Ano passado, ela levou o prêmio por "Envolver", música que também pôs a carioca no topo global do Spotify.

"Eu não consigo acreditar. Brasil, nós estamos aqui de novo. De novo. Pela segunda vez", disse a cantora, em seu discurso de agradecimento. "Muito obrigada aos meus fãs. Sem vocês, eu não seria nada. Devo a vocês tudo o que tenho".

E ela continou: "Agradeço a mim. Quero agradecer a mim porque trabalhei muito. E mais uma vez, ao funk brasileiro. Vocês estão ouvindo funk brasileiro. Vão ouvir funk no mundo todo agora. Isso é só o começo. O funk brasileiro está aqui para ficar."

Antes da premiação a cantora se apresentou na cerimônia em uma performance que compilou trechos de "Funk Rave", "Casi Casi" e "Used to be", do EP recém-lançado "Funk Generation: A Favela Love Story".

Anitta, a nossa Girl From Rio, entrou para a história ao se tornar a  primeira brasileira a ter dois troféus da cobiçada premiação da música americana. 

Na categoria de  melhor videoclipe latino concorriam ainda Rosalía, Karol G, Bad Bunny, Shakira, 

Eslabon Armado & Peso Pluma.

Parabéns a Anitta e toda a equipe pelo trabalho. 


Taylor Swift leva 9 prêmios

Eleita para a principal categoria do prêmio, como artista do ano, Taylor Swift ainda arrebatou 8 outros prêmios, como: Música do ano, Videoclipe do ano,  Álbum do ano,  Melhor videoclipe de pop, Melhor fotografia, Melhor direção, Melhor efeito visual, Show do Verão, ufa! 

Assim,  a artista igualou o recorde de maior número de estatuetas em uma única noite de VMA e superou as oito vitórias de Lady Gaga, em 2010, e de Beyoncé, em 2016.


Veja lista completa dos vencedores do VMA 2023:

Música do ano

Taylor Swift - “Anti-Hero”


Videoclipe do ano

Taylor Swift - “Anti-Hero”


Artista do ano

Taylor Swift


Artista revelação

Ice Spice


Álbum do ano

Taylor Swift - Midnights


Melhor Parceria

KAROL G & Shakira - “TQG”


Melhor videoclipe de pop

Taylor Swift - “Anti-Hero”


Melhor clipe de Hip Hop

Nicki Minaj - “Super Freaky Girl”


Melhor clipe de Rock

Måneskin - “The Loneliest”


Melhor clipe de música alternativa

Lana Del Rey ft. Jon Batiste - “Candy Necklace”


Melhor clipe de música latina

Anitta - “Funk Rave”


Melhor clipe de R&B

SZA - “Shirt”


Melhor clipe de K-POP

Stray Kids - “S-Class”


Melhor clipe de Afrobeats

Rema & Selena Gomez - “Calm Down”


Clipes para o bem

Dove Cameron - “Breakfast”


Melhor fotografia

Taylor Swift - “Anti-Hero”


Melhor direção

Taylor Swift - “Anti-Hero”


Melhor direção de arte

Doja Cat - “Attention”


Melhor efeito visual

Taylor Swift - “Anti-Hero”


Melhor coreografia

Blackpink - “Pink Venom”


Melhor edição

Olivia Rodrigo - “Vampire”


Push Performance do Ano

Abril 2023: Tomorrow X Together - “Sugar Rush Ride”


Show do verão

Taylor Swift


Grupo do ano

Blackpink


Som do verão

Jung Kook ft. Latto - Seven


Fransoufer apresenta exposição “Maranhão Meu Maranhão”

 


O artista plástico Fransoufer vai apresentar 30 telas inéditas na exposição “Maranhão Meu Maranhão”, que entra em cartaz nesta quarta-feira, 13 de setembro,  no Espaço de Artes Márcia Sandes, na sede da Procuradoria-Geral de Justiça, em São Luís.


Composta de 30 telas inéditas, todas pintadas na técnica acrílica sobre tela, as obras retratam cenas da cultura popular maranhense, sobretudo da Baixada Maranhense, sempre com cores vivas e formas geométricas acentuadas. A mostra fica em cartaz até o dia 30 de setembro, de segunda a sexta-feira, das  9h às 15h.

 

 Com 48 anos de carreira, Fransoufer, que nasceu no município de Bequimão, em 1958, fez a primeira exposição individual com 15 anos. Segundo ele, desde o início foi influenciado pelas manifestações culturais, pela religiosidade e pelas festas populares do Maranhão. “Vivi e vivenciei a verdadeira cultura da Baixada Maranhense, como o bumba-boi, tambor de crioula, cacuriá, pajelanças. Todo esse caldeirão cultural eu retrato nos meus trabalhos”, afirmou.

 

Entre mostras coletivas e individuais, o artista já expôs em vários estados brasileiros e participou do 5º Salão Internacional de Artes Plásticas, na Bélgica, com a obra “Bumba Meu Boi”, exposta de forma permanente no Museu de Arte Moderna de Bruxelas.

 

ABERTURA

Na abertura da exposisção, que ocorreu hoje pela manhã,  o procurador-geral de justiça em exercício, Danilo de Castro, deu as boas-vindas aos participantes da exposição “Maranhão Meu Maranhão” e declarou sua admiração à obra de Fransoufer. “Para nós do Ministério Público, é um orgulho ter em nosso espaço de arte um artista tão destacado e que já levou, com seu talento, até para o exterior as belezas do Maranhão”, ressaltou.

 

Curadora da obra do artista há 22 anos, Silvânia Tamer destacou o estilo e o compromisso do autor com a cultura popular. “Ele coloca em cada tela sua impressão digital, ressaltando uma pincelada firme, com o uso das cores mais vibrantes, inspirando-se sempre nas cenas da infância e do folclore maranhense”.

 

O promotor de justiça Ednarg Marques refletiu sobre a importância da arte na vida social cada vez mais agitada e a preocupação do Ministério Público do Maranhão em valorizá-la. “Quando a nossa instituição fomenta e estimula eventos como este, cumpre o seu papel de garantir direitos fundamentais, como a cultura. A obra de Fransoufer é como um dos poemas mais belos, que faz bem aos olhos, encanta os ouvidos e acalma a nossa alma”.

 

DISPOSITIVO DE HONRA

 

Além do procurador-geral de justiça em exercício, compuseram o dispositivo de honra da solenidade a corregedora-geral do MPMA, Themis Pacheco de Carvalho; a subprocuradora-geral para Assuntos Administrativos, Regina Leite; o diretor da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag), Ednarg Marques; o diretor da Secretaria para Assuntos Institucionais (Secinst), José Márcio Maia Alves; a administradora e o curador do Centro Cultural e Administrativo do MPMA, Dulce Serra e Francisco Colombo, respectivamente.

 

Também compuseram o dispositivo o artista plástico Fransoufer, a curadora e a coordenadora-geral da exposição, Silvânia Tamer, e Lena Santos.

 

As obras retratam a religiosidade, a cultura popular e o povo do Maranhão nas telas produzidas com cores vibrantes e traços geométricos. 


 

SERVIÇO

O quê: exposição “Maranhão Meu Maranhão”

Lançamento: 13 de setembro

Quando: visitação gratuita de 14 a 30 de setembro, das 9 às 15h (segunda a sexta-feira)

Onde: Procuradoria-Geral de Justiça (Avenida Carlos Cunha, 3.261, Calhau, São Luís-MA) 

Globetrotter maranhense inaugura exposição de fotografias “Andanças pelo mundo”.


Amanhã, dia 14, será inaugurada a exposição de fotografia “Andanças pelo mundo” do Engenheiro Agrônomo, globetrotter e escritor Luiz Thadeu Nunes e Silva, no Mirante da Cidade.

A exposição itinerante de fotografias, já esteve no aeroporto Marechal Cunha Machado. Quando Luiz Thadeu chegou a 130 países visitados, recebeu da INFRAERO, então administradora do aeroporto, a permissão para a colação de uma placa na entrada do seu portão de saída para mundo. Luiz Thadeu é o único brasileiro que tem uma placa em um aeroporto brasileiro, contando sua história de viajante. Além de ter seu nome no Livro dos Recordes.

Ao atingir 140 visitados, o maranhense Luiz Thadeu, foi homenageado pelos Correios com um selo comemorativo, e a exposição de fotografia foi na Biblioteca Pública Benedito Leite, na praça Deodoro, no centro de São Luís.

Agora, quando o globetrotter chegou a 151 países visitados em todos os continentes da terra, a exposição “Andanças pelo mundo” chega ao 10° andar do antigo prédio do Banco do Estado do Maranhão, o BEM, na rua do Egito.

Com 42 fotografias de diferentes países, em todos os continentes, além de matérias de diferentes jornais, Luiz Thadeu, após sofrer um grave acidente de carro em 2003, mostra que ao se adaptar às muletas, saiu pelo mundo e não parou mais. Como ele mesmo diz, “Não há um só lugar no mundo que eu não vá”. As imagens mostram ele nos mais longínquo lugares, revelando a disposição deste maranhense que já nasceu com alma de andarilho. As fotografias o mostram no início do mundo, em Barrow, no Alasca, em uma placa que diz: “Topo do mundo”; no Equador, o meio do mundo, latitude o; e em Ushuaia, na Patagônia Argentina, “Fim do mundo”.



O Mirante da Cidade fez um ano de sua inauguração agora em setembro, sendo aberto ao público, através de agendamento via internet, de quinta a domingo, das 15:00 às 18:00 h.
Autor do livro “Das muletas fiz asas” e membro do IHGM, Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão, o escritor Luiz Thadeu, segue contando histórias.

Vale a pena uma visita ao Mirante da Cidade; além de assistir um belo pôr do sol e ver os telhados do nosso rico e belo casario do Centro Histórico, você viajará pelo mundo pelas fotografias do escritor e globetrotter Luiz Thadeu.

Centro Cultural Vale Maranhão e Casa da Cultura de Canaã dos Carajás lançam edital de apoio à cultura popular



 

Duas casas de cultura mantidas pelo Instituto Cultural Vale lançaram esta semana o Edital Apoia. O Centro Cultural Vale Maranhão e a Casa da Cultura de Canaã dos Carajás, no Pará, destinarão um total de R$ 800 mil, exclusivamente, a projetos de profissionais da cultura popular dos respectivos estados onde estão inseridos. Cada um dos espaços destinará R$ 400 mil com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

 

No Maranhão, o Edital Apoia entra em sua quarta edição e já beneficiou 171 projetos, entre espaços culturais, grupos de Bumba Meu Boi e Tambor de Crioula, mestres e mestras, escolas de samba, artesãos e comunidades quilombolas. A origem da cultura se dá nas diversas comunidades brasileiras, em diferentes expressões e linguagens. São danças, festejos, ritos, devoções, artesanatos que exprimem o que é conhecimento popular. No CCVM trabalhamos com foco em proporcionar cada vez mais espaços de apoio e visibilidade a estes detentores de sabedorias seculares primordiais para repensarmos a sociedade, destaca o diretor do Centro Cultural Vale Maranhão, Gabriel Gutierrez.

 

O edital selecionará propostas em diversas linguagens artísticas, como artes visuais, música, dança, festejos e celebraçõesO Edital Apoia ao longo dos anos vem se consolidando como uma iniciativa de valorização do patrimônio cultural da região amazônica. Ao reconhecer e premiar os grupos, fazedores de cultura e artistas que promovem as manifestações populares no território, contribui para que a diversidade de expressões e linguagens artísticas se mantenham presentes entre as comunidades, reforça Randy Rodrigues, diretor da Casa da Cultura de Canaã dos Carajás, que realiza o Apoia pela terceira vez.

 

Serão 40 projetos premiados com o valor de R$ 10 mil, cada, por estado. O processo de seleção será feito por um comitê técnico composto por profissionais especialistas do Instituto Cultural Vale e por consultores externos locais e nacionais. As inscrições poderão ser feitas entre os dias 11 de setembro e 15 de outubro nos sites do CCVM – www.ccv-ma.org.br e da CCCC - www.casadaculturacanaa.com.br.

 

Teatro, dança e poesia com Hélio Martins



O ator e bailarino Hélio Martins está de volta aos palcos de São Luís com o espetáculo, ”Lendas, ritmos e a poesia da Ilha de São Luís” onde o artista faz um mergulho profundo, por meio da dança e do teatro na poesia de 12 grandes escritores maranhenses como: Bandeira Tribuzi, Zé Maria Medeiros, Fernando Abreu, Luís Carlos Alvin, Cinthia Martins, Brisa Rebouças, Lúcia Santos, Sandro Fortes, Kátia Dias, Paulinho Nó Cego, e Joãozinho Ribeiro.

Na nova montagem, que será apresentada nesta sexta-feira (15) e sábado (16), às 19h30, no Teatro da Cidade, na Rua do Egito, Centro de São Luís, Hélio Martins é acompanhado pelo músico e percussionista, Fernando Castro e pelo iluminador João índio, que integram o espetáculo desde a primeira edição. Em cena, o multiartista também faz um passeio performático pelas lendas e estórias de encantaria do imaginário popular da Ilha do Amor, entre elas, a “Lenda da Serpente”, a “Lenda da Praia do Olho d´água” e da “Velha que vira porco”. 

Segundo Hélio Martins, o retorno de ”Lendas, ritmos e a poesia da Ilha de São Luís”, marca o início das comemorações de seus 40 anos de vida artística na dança e no teatro maranhense que serão celebrados em 2024. “Hoje eu me considero um artista mais maduro e bem mais consciente. E quero fazer deste espetáculo uma tribuna da nossa cultura popular e fazer um alerta sobre a situação dos biomas ecológico do planeta que estão ameaçados como nossas matas e rios e de algumas etnias dos povos originários do Maranhão que estão sob o risco de serem extintas. Eu já vinha fazendo isso de uma forma tímida, mas neste espetáculo essa proposta está mais presente. Não enxergar os povos indígenas brasileiro que já estavam aqui antes do europeu chegar é muita falta de responsabilidade”, disse Hélio Martins.

Nesta edição, o artista divide o palco com a bailarina, Karina Rubi que faz parte da nova geração da dança maranhense e com Silvio Freitas bailarino e coreógrafo contemporâneo de Hélio Martins quando trabalharam juntos no Teatro Arthur Azevedo, na gestão do diretor carioca Fernando Bicudo. “Com Karina Rubi eu faço um solo chama-se “Iarrê!” com que eu fiz nos anos de 1980 com o bailarino e coreógrafo Cléo Júnior. E com Silvo Freitas que é músico, cantor e bailarino estamos fazendo um pas de deux do “Touro Encantado da Praia dos Lençóis” pertencente da “Lenda do Rei Dom Sebastião”, onde também faço um alerta de salvamento sobre as praias brasileiras que em sua maioria estão poluídas”, explicou o bailarino.

Hélio Martins também apresento o número da “Lenda da Serpente de São Luís”, que conforme a estória, a barriga do animal estaria na Igreja do Carmo, a cauda na igreja de São Pantaleão e a cabeça na Fonte do Ribeirão, importante ponto turístico da cidade. De acordo com a lenda, a serpente vem crescendo ao decorrer dos séculos e, quando a cabeça encontrar a cauda, o animal despertará e destruirá a Ilha de São Luís.

“Eu quero que serpente coloque na cabeça de quem não tem consciência ambiental mais conscientização sobre como está o nosso planeta Terra. Sem a Mãe Natureza a gente morre”, ressaltou o artista. 

Sobre o que o público pode esperar, Hélio Martins afirma que este é um espetáculo feito por um artista que sempre foi um apaixonado pela dança e cultura maranhense desde os 16 anos e que quer fazer o seu melhor para uma plateia que sempre lhe respeitou muito.


SOBRE O ARTISTA

Hélio Martins, é um talentoso ator e bailarino que encanta o universo da dança em São Luís desde o final dos anos 80. Com mais de 30 anos de carreira, Hélio acumula grandes momentos e intensas passagens pelo Teatro Laborarte e Ballet Olinda Saul no Maranhão. Além disso, ele também estudou no tradicional Curso Tablado e no CAL de Laranjeiras, ambos no Rio de Janeiro - RJ. Hélio Martins irá compartilhar sua arte e sua paixão pela dança em um espetáculo que promete encantar a todos. 


FICHA TÉCNICA DO ESPETÁCULO

Elenco: Hélio Martins, Silvio Freitas, Kalina Rubi,

Músico: Fernando Castro

Luz: João Índio

Figurino: Cacau de Aquino e Joice Oka

Produção e Direção: Claudia Matos

Preparação Técnica: Olinda Saul

Preparação de voz: Gustavo Correa

Maquiagem: Marcelo Nascimento


SERVIÇO:

O quê: ”Lendas, ritmos e a poesia da Ilha de São Luís”

Quando: Sexta-feira (15) e sábado (16), às 19h30

Onde: No Teatro da Cidade, na Rua do Egito, Centro de São Luís

Quanto: R$ 30,00