Ruas e praças que lembram o reggae, salão de beleza para quem gosta de se produzir com os melhores penteados afro e, claro, as 'pedras' que fazem sucesso com os reggaeiros: esses são apenas alguns atrativos do Roteiro Reggae, evento da Prefeitura de São Luís realizado pela Secretaria Municipal de Turismo (Setur). O passeio pelas ruas do Centro Histórico parte nesta quarta-feira (8), às 19h, da Praça Benedito Leite e todos estão convidados a conhecerem mais sobre a cultura do ritmo mais popular da ilha.
A concentração começa na praça Benedito Leite e seguirá pela rua da Palma, Beco da Pacotilha, rua do Giz, praça da Faustina, rua Humberto de Campos, rua da Estrela, rua da Alfândega, beco Catarina Mina, rua Portugal, passando pela rua Trapiche e finalizando o trajeto na praça dos Catraeiros.
JAMAICA BRASILEIRA
Por ser um ritmo que atrai multidões em São Luís, o reggae se incorporou à cultura local. Atualmente, estima-se que existam mais de 200 radiolas - grupos musicais que contam com DJs e grandes estruturas de som. A relação próxima da cidade com o ritmo rendeu o título de Jamaica Brasileira, sendo reconhecido pela gestão municipal e incentivado por eventos como o Roteiro Reggae.
O evento faz parte do Reviva, programa da Prefeitura de São Luís que tem movimentado o Centro da cidade, com, além do Roteiro Reggae, o Sarau Histórico e o Passeio Serenata. Todos são voltados para distribuir a riqueza cultural da capital maranhense para turistas e moradores locais.
Jornalismo, cultura, TV, famosidades, entretenimento, futilidades e o que vier à cabeça.
quarta-feira, 8 de novembro de 2017
Último espetáculo teatral do Circuito Especial do Palco Giratório do Sesc acontece nesta quinta
Pela primeira vez o Sesc no Maranhão entra no roteiro do Circuito Especial do Palco Giratório, que busca homenagear artistas e grupos que contribuíram para o desenvolvimento das artes cênicas no Brasil. Em comemoração aos 20 anos do projeto, o Circuito Especial recebe a Tribo de Atuadores “Ói Nóis Aqui Traveiz”, importante grupo de teatro da cidade de Porto Alegre. Finalizando a programação em São Luís, que também integra a 12ª Aldeia Sesc Guajajara de Artes, o grupo apresenta o espetáculo “Evocando os mortos – Poéticas da Experiência” (foto acima) nesta quinta (9), às 18 horas, na Guest House.
A Tribo de Atuadores “Ói Nóis Aqui Traveiz” possui uma trajetória de mais de três décadas, onde desenvolveu uma estética própria, formada a partir de pesquisa, estudo e experimentações, estabelecendo um novo modo de atuação. A determinação em pôr em prática novas linguagens fez o grupo se destacar ao seguir caminhos nunca trilhados na história das artes cênicas brasileira.
Na quinta-feira, dia 9 de novembro, às 18 horas, na Guest House, acontece a segunda apresentação da companhia: a desmontagem “Evocando os mortos – Poéticas da Experiência”, com a Tânia Farias, da Tribo de Atuadores “Ói Nóis Aqui Traveiz”. A performance constitui um olhar sobre as discussões de gênero, abordando a violência contra a mulher em suas variantes, questões que passaram a ocupar centralmente o trabalho de criação do grupo.
O grupo, durante o intercâmbio em São Luís, participou também apresentou o espetáculo Caliban – A Tempestade” (foto acima) e ministrou ações formativas como a oficina “Vivência com A Tribo” e o Pensamento Giratório sobre “A censura no Teatro Brasileiro durante a Ditadura Militar”.
A 12ª Aldeia Sesc Guajajara de Artes acontece até o dia 9 de novembro em diversos espaços da capital e busca inovar e diversificar o circuito cultural local com uma agenda que integra artes visuais, artes cênicas, literatura, dança, circo e música, incluindo expressões da cultura popular regional. E para expandir essa iniciativa, esta edição do festival celebra os 20 anos do Palco Giratório, projeto do Sesc que promove a difusão das artes cênicas no Brasil. A programação completa é gratuita e pode ser acessada https://aldeiasescguajajaradeartes.blogspot.com.br
segunda-feira, 6 de novembro de 2017
Exposição na Galeria Trapiche reflete sobre tolerância e respeito ao próximo
Fica em cartaz até o dia 27 de novembro, na Galeria Trapiche Santo Ângelo, a exposição "Corpo Quântico de Unicidade", do artista plástico maranhense Miguel Veiga. A mostra reúne 24 esculturas feitas a partir de formas copiadas no corpo do artista e desconstruídas para dar novas formas, trazendo a tona temas como igualdade, tolerância, gênero, censura, criminalização artística e o corpo nu. A Galeria, equipamento cultural da Prefeitura de São Luís, fica localizada na Avenida Vitorino Freire - Praia Grande (em frente ao Terminal de Integração), aberta para visitação de segunda a sexta-feira, das 14h às 19h.
O artista contou como a mudança do seu próprio corpo motivou a compor a exposição. "Tudo começou a partir do meu corpo e da mudança dele, as transformações que ele passou ao longo dos meus 62 anos. Isso sempre me impressionou e eu fui gostando desse corpo, achando bonito o formato e o volume, e fui percebendo também que eu não envelheço sozinho, todo mundo envelhece. Ao estudar Ciência da Educação me aprofundei em disciplinas filosóficas a partir de alguns pensadores que falam da unicidade e do pensamento complexo, então entendi que o que me fascinava não era só a mudança do meu corpo, mas a mudança de todos, porque somos iguais", disse Miguel Veiga.
Para ele, a exposição vem instigar a uma reflexão sobre a unicidade, em que todos fazem parte de um todo. "Todos somos fios de uma teia e cada um é responsável pelo equilíbrio dela. A partir da unicidade, poderia existir a tolerância e o respeito pelo outro. Precisamos pensar nessa harmonia cósmica. Biologicamente somos todos iguais, somos pó diante do universo, somos quânticos. Então, para quê tanta intolerância?", completou.
FORMAS
A exposição entrou em cartaz no fim do mês de outubro e na oportunidade foi exibido o vídeo "Miguel Veiga", com direção de Beto Matuck e realizado pela Guarnicê Produções, por meio de um projeto desenvolvido pelo Museu da Memória Audiovisual do Maranhão (Mavam) através da Lei de Incentivo à Cultura do Estado do Maranhão. O vídeo retrata a vida e obra do artista, que além de esculturas, sua produção artística inclui pintura e desenho, performances, instalações e intervenções, ambientações, decorações e consultorias. Para compor a exposição em cartaz na Galeria, o artista demorou cerca de um ano, sendo que ela já está pronta há dois anos e foi aumentando neste período.
"O Miguel é um artista com uma trajetória de 40 anos e para nós é de grande importância ter um artista como essa bagagem para expor na Galeria. Esta mostra é um trabalho inédito e não são as obras comerciais dele, é um trabalho voltado para sua filosofia de vida, aquilo que ele acredita. Além disso, ações como esta nos convidam a refletir como nós somos e que fazemos parte de um todo, ampliando os conhecimentos de quem visitar este equipamento público", destacou a diretora da Galeria Trapiche, Camila Grimaldi.
Miguel Veiga é licenciado em Desenho e Artes Plásticas e especialista em Educação Artística pela Universidade Federal do Maranhão. O artista também é especialista em Artes Visuais pelo Senac, mestre em Pedagogia Profissional pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IFMA) em parceria com o ISPETP, instituição educacional sediada em Cuba, e doutorando em Ciências da Educação pelo Instituto Ideia e Universidade Americana, parceria entre Brasil e Paraguai.
Alunas do município preparam espetáculo de ballet baseado em contos infantis
O grupo de ballet formado por alunas da rede municipal de ensino está intensificando os ensaios para a apresentação do espetáculo do programa 'Dançando e Educando', que será realizado pela Prefeitura de São Luís, nos dias 16 e 17 de dezembro. Intitulado "Para Ler e Dançar", a produção será baseada em histórias da literatura infantil universal, como 'Chapeuzinho Vermelho', 'Branca de Neve', 'A Formiguinha que Aprendeu a Dançar', entre outros contos. O espetáculo conta com a participação de mais de 200 bailarinas, de 4 a 14 anos e será a primeira grande apresentação pública para a maioria das alunas que integram o projeto.
Sob a coordenação geral da primeira-dama de São Luís, Camila Holanda, idealizadora do projeto, os ensaios estão sendo realizados diariamente para encantar o público nos dias de apresentação do grupo. As coreografias são assinadas pela coordenadora do programa Débora Buhatem e pelos professores Milliane Moreira e Cleo Junior, bailarinos renomadas na área.
" O Dançando e Educando é um projeto pioneiro da Prefeitura de São Luís, uma inovação da gestão do prefeito Edivaldo, que oferece aos estudantes, no contraturno da rede municipal de ensino, aulas de ballet. Então se a criança estuda pela manhã ela faz as aulas de ballet à tarde e vice-versa. O programa está no segundo ano de execução. Ano passado os estudantes tiveram oportunidade de se apresentar ao público da Feira do Livro de São Luís e este ano a Prefeitura resolveu fazer um grande espetáculo, tendo em vista que os alunos já estão com dois anos de aulas práticas, teóricas, de repertório clássico e mais preparados para essa grande apresentação", disse a primeira-dama, Camila Holanda.
A adaptação das histórias infantis aos espetáculo de dança conta com figurinos especiais feitos sob medida para cada bailarina. Nos ensaios já estão sendo repassadas também informações sobre o cenário, demarcação de espaço, luzes, entre outros aspectos referentes à apresentação.
A bailarina Débora Buhatem, professora do projeto, destacou a importância social do "Dançando e Educando", como incentivo à pratica da dança clássica. "Poder compartilhar os ensinamentos que recebi ao longo da minha carreira como bailarina é uma felicidade muito grande. A dança clássica exige muita disciplina e determinação e isso percebemos que as meninas integrantes do projeto têm de sobra. Estamos orgulhosos de realizar um espetáculo tão grandioso com crianças que possuem apenas um ano de ballet. Percebemos nas crianças a empolgação e a vontade de crescer cada vez mais, pois a dança tem essa magia de trazer sonhos, objetivos e alegrias", relatou Débora Buhatem.
Sofrência em alto nível com as patroas
São Luís se prepara para receber pela segunda vez a “Festa das Patroas”, dia 17 de novembro, com as irmãs Maiara e Maraisa e a diva da sofrência, Marília Mendonça em um palco 360° com passarela de 40 metros. Na sua última apresentação na cidade, Marília deixou bem claro no início do show. “Aqui são proibidas três coisas. Não pode chorar, nem vomitar e nem ligar pro ex ou pra ex de jeito nenhum”, disse, ao anunciar a noite de sofrência que estava por vir.
Tudo indica que a dose será repetida e com mais sucessos no estacionamento do São Luís Shopping e dessa vez com a possibilidade do encontro com as amigas Maiara e Maraisa.
Marília Mendonça
Se acha que é só, Marília não perde tempo em seus shows e brinca de verdade com os fãs sobre relacionamento. Por exemplo, na Festa do Peão em Barretos, ela perguntou o seguinte. “Quero fazer uma pergunta meio tensa, mas preciso que vocês respondam com sinceridade. Tem alguém aqui que nunca deu certo com ninguém na vida? Então nós estamos juntos”, declarou ao receber inúmeras mensagens positivas, afinal, sofrer de amor? Quem nunca, não é mesmo?
Maiara e Maraisa
Depois de um ano sem se apresentarem em São Luís, as gêmeas mais queridas e admiradas do Brasil estão de volta prometendo não economizar no repertório, aos que não se lembram, o hit “10%” foi o responsável pela projeção nacional da dupla. Assim como Marília, as irmãs também têm um discurso na ponta da língua para encorajar mais ainda as mulheres e em especial ao movimento que levantam a bandeira, o “feminejo”.
Também na Festa do Peão, o principal evento sertanejo que por muito tempo só contava com apresentações de cantores homens, a cantora Maiara desabafou sobre as tantas rejeições quando ela e a irmã tentavam demonstrar seu talento e provar que o sertanejo também pode ser feito por mulheres.
“Eu tenho que agradecer muito a Deus e aproveitar cada segundo que eu estou nesse palco porque não foi fácil, Brasil. A gente já ouviu demais que mulher não ia estar nesse palco, que os homens de chapéu não iam baixar pra ouvir música de mulher nenhuma. Que a mulher não ia fazer a diferença no sertanejo. Quebramos regras e obstáculos, acreditamos que o Brasil é justo, é pra todos. Barretos é justo. Vivemos um momento histórico”, disse.
O encontro
Mas é fato afirmar, tanto um show quanto outro, teremos inúmeros sucessos. Como por exemplo “Tem sorte que você beija”, “Sem Tirar a Roupa”, “Medo Bobo” e a sofrência de “No Dia do Seu Casamento”. Fora isso, o tradicional encontro das patroas que misturam sucessos não apenas de suas carreiras, mas também de outros artistas, como por exemplo, um funk.
Ingressos – Os ingressos estão à venda na Loja Ingressando (São Luís Shopping), Visótica (Tropical Shopping), Loja Degraus (Shopping da Ilha e Rio Anil Shopping). Também é possível comprar on-line no site www.ingressando.com.br. A arena custa R$ 70 e a área vip R$ 130, com consumação de 03 fichas de gelados e open de salgados. Já o Lounge R$ 200, com consumação de 06 fichas de gelados e open de salgados e frios.
Serviço
O quê: Festa das Patroas com Marília Mendonça e Maiara e Maraisa
Quando: 17 de novembro
Onde: Estacionamento São Luís Shopping
Informações: (98) 3016-6663
Realização: 4Mãos Entretenimento
Tudo indica que a dose será repetida e com mais sucessos no estacionamento do São Luís Shopping e dessa vez com a possibilidade do encontro com as amigas Maiara e Maraisa.
Marília Mendonça
Se acha que é só, Marília não perde tempo em seus shows e brinca de verdade com os fãs sobre relacionamento. Por exemplo, na Festa do Peão em Barretos, ela perguntou o seguinte. “Quero fazer uma pergunta meio tensa, mas preciso que vocês respondam com sinceridade. Tem alguém aqui que nunca deu certo com ninguém na vida? Então nós estamos juntos”, declarou ao receber inúmeras mensagens positivas, afinal, sofrer de amor? Quem nunca, não é mesmo?
Maiara e Maraisa
Depois de um ano sem se apresentarem em São Luís, as gêmeas mais queridas e admiradas do Brasil estão de volta prometendo não economizar no repertório, aos que não se lembram, o hit “10%” foi o responsável pela projeção nacional da dupla. Assim como Marília, as irmãs também têm um discurso na ponta da língua para encorajar mais ainda as mulheres e em especial ao movimento que levantam a bandeira, o “feminejo”.
Também na Festa do Peão, o principal evento sertanejo que por muito tempo só contava com apresentações de cantores homens, a cantora Maiara desabafou sobre as tantas rejeições quando ela e a irmã tentavam demonstrar seu talento e provar que o sertanejo também pode ser feito por mulheres.
“Eu tenho que agradecer muito a Deus e aproveitar cada segundo que eu estou nesse palco porque não foi fácil, Brasil. A gente já ouviu demais que mulher não ia estar nesse palco, que os homens de chapéu não iam baixar pra ouvir música de mulher nenhuma. Que a mulher não ia fazer a diferença no sertanejo. Quebramos regras e obstáculos, acreditamos que o Brasil é justo, é pra todos. Barretos é justo. Vivemos um momento histórico”, disse.
O encontro
Mas é fato afirmar, tanto um show quanto outro, teremos inúmeros sucessos. Como por exemplo “Tem sorte que você beija”, “Sem Tirar a Roupa”, “Medo Bobo” e a sofrência de “No Dia do Seu Casamento”. Fora isso, o tradicional encontro das patroas que misturam sucessos não apenas de suas carreiras, mas também de outros artistas, como por exemplo, um funk.
Ingressos – Os ingressos estão à venda na Loja Ingressando (São Luís Shopping), Visótica (Tropical Shopping), Loja Degraus (Shopping da Ilha e Rio Anil Shopping). Também é possível comprar on-line no site www.ingressando.com.br. A arena custa R$ 70 e a área vip R$ 130, com consumação de 03 fichas de gelados e open de salgados. Já o Lounge R$ 200, com consumação de 06 fichas de gelados e open de salgados e frios.
Serviço
O quê: Festa das Patroas com Marília Mendonça e Maiara e Maraisa
Quando: 17 de novembro
Onde: Estacionamento São Luís Shopping
Informações: (98) 3016-6663
Realização: 4Mãos Entretenimento
Música, teatro e dança são destaques desta terça-feira na 12ª Aldeia Sesc Guajajara de Artes
A programação da 12ª Aldeia Sesc Guajajara de Artes desta terça-feira, dia 7 de novembro, inicia às 10h, no Sesc Centro, com o Pensamento Giratório, atividade de ação formativa integrante do Palco Giratório que consiste em um espaço aberto ao público para reflexão e discussão sobre o trabalho e pesquisa dos grupos itinerantes. A ocasião contará com a participação de Paulo Flores da “Tribo de Atuadores Ói nóis aqui Traveiz/RS”, trazendo a discussão sobre “A censura no teatro brasileiro durante a ditadura militar”, onde será abordado um dos piores momentos da história do teatro brasileiro, devido à repressão e à censura exercidas pelo regime ditatorial.
O cinema continua como atração na programação do festival, o Cine Praia Grande recebe a “Mostra Brasil em Cena”, onde será exibido o filme “As melhores coisas do mundo”, com indicação para 14 anos, às18h. Logo após, às 20h, tem o drama “A beira do caminho”, com classificação para 12 anos. Os ingressos são gratuitos e podem ser retirados no local do evento com 1 hora de antecedência.
Ainda nesta terça-feira acontece o show de lançamento oficial do CD “Pé de Tamarino” (foto acima), da Santa Ignorância Cia de Artes, com músicas de Lauande Aires interpretadas pela cantora Dênia Correia, às 18h, no Teatro da Cidade de São Luís. Composto por 12 músicas, o show apresenta a versatilidade da cantora Dênia Correia que, através de sambas, bumba meu boi, reggae, baião, baladas e boleros, busca reinstaurar as memórias dos quintais, encontros, sabores, saberes e afetos. Este show é resultado do projeto de mesmo título gravado entre 2016 e 2017 e reitera a inspiração na imponência da árvore e na acidez de seu fruto, sem perder a doçura residente no azedume. O álbum “Pé de Tamarino” está disponível no Soundcloud de Dênia Correia.
Às 19h30 acontece o espetáculo de dança-teatro “Frida” (foto abaixo) com o Núcleo Atmosfera Dança Teatro na Galeria Trapiche. A apresentação é resultado de anos de pesquisas sobre a vida e obra de umas das maiores artistas de todos os tempos, Frida Kahlo, mulher livre, revolucionária, rebelde e à frente do seu tempo que transmite essa personalidade em suas obras. O espetáculo é indicado para maiores de 16 anos.
A 12ª Aldeia Sesc Guajajara de Artes acontece vai até o dia 9 de novembro em diversos espaços da capital e busca inovar e diversificar o circuito cultural local com uma agenda que integra artes visuais, artes cênicas, literatura, dança, circo e música, incluindo expressões da cultura popular regional. A programação completa é gratuita e pode ser acessada https://aldeiasescguajajaradeartes.blogspot.com.br
sábado, 4 de novembro de 2017
São Luís será capital da literatura com a realização da FeliS promovida pela Prefeitura e Governo
A identidade racial e de gênero estará no centro dos debates da 11ª edição da Feira do Livro de São Luís (FeliS), que será realizada de 10 a 19 deste mês, das 10h às 22h, na Praia Grande. A romancista maranhense Maria Firmina dos Reis, referência por quebrar barreiras, se destacar numa área onde homens dominavam e ter marcado em seus escritos a postura antiescravagista, é patrona do evento. Esta edição da feira - realizada pela Prefeitura de São Luís em parceria com o Governo do Estado - vai se concentrar na obra da escritora e outras literaturas de referência afrodescendente.
"A Feira do Livro de São Luís é um importante instrumento que incentiva a cultura local e se soma às muitas ações realizadas pela nossa gestão que tem trabalhado no sentido melhorar nossos indicadores educacionais. Devemos articular os diversos segmentos em um momento único em prol da nossa educação e cultura, valorizando os escritores maranhenses e aproximando a comunidade dos livros", enfatizou o prefeito Edivaldo destacando ser a Feira um grande expediente literário da cidade.
A grandiosidade da FeliS se traduz em uma das mais referenciais manifestações culturais maranhenses e representa a memória histórica de berço da literatura que é a capital, pontuou o governador Flávio Dino. "São Luís, que já foi a Atenas Brasileira, tem neste evento o resgate das boas produções, a descoberta de novos talentos e, sobretudo, um espaço para os autores e nomes das nossas letras. Nós acreditamos na leitura como um patrimônio de um povo, meio de desenvolvimento e construção social. A feira reflete todo este contexto e exalta nossa cultura e população", enfatizou o governador.
A FeliS terá 40 estandes de livreiros, 10 espaços para sebos, 10 performances poéticas, sete intervenções artísticas, 60 contações de história, sete espetáculos circenses de rua, uma orquestra e 55 lançamentos de livros. São esperados mais de 200 mil visitantes e venda de mais de dois milhões de livros, a fim de superar o evento do ano passado. Criada pela Lei Municipal, nº 4. 449/2005, a Feira do Livro de São Luís é ferramenta de fortalecimento da vocação e produção literária maranhense.
"É uma grande satisfação estarmos envolvidos neste evento de referência para a literatura maranhense, que este ano traz um projeto específico para os estudantes da rede pública e vem se consolidando como um fomento ao turismo. Mais uma vez, uma parceria de resultados entre as duas gestões", enfatizou o secretário de Estado de Educação (Seduc), Felipe Camarão.
ESTÍMULO
Para estimular o consumo literário, será entregue o vale-livro, uma das principais ações da edição. Serão R$ 300 mil reais em recursos a serem destinados aos alunos da rede pública de ensino municipal e estadual. O passaporte literário, que será disponibilizado pelo Governo, será distribuído na própria escola, a partir de critérios, e poderá ser trocado por livros durante a Feira.
"O simbolismo desta edição reforça o esforço das gestões pela educação, pela leitura e pelo reconhecimento da literatura maranhense. A FeliS é construída no princípio da ação participativa e na democratização social e cultural da cidade", destacou o secretário municipal de Cultura (Secult), Marlon Botão.
Para o titular da Secretaria de Estado da Cultura e Turismo (Sectur), Diego Galdino, "a Reira representa a diversidade e riqueza da produção literária local, que não pode ser esquecida e tem neste evento seu espaço de celebração".
DEBATES
A FeliS é um espaço para o debate sobre as produções do negro e conquistas ao longo dos tempos, pontuou o secretário de Estado de Igualdade Racial (Seir), Gerson Pinheiro. "É o momento mais oportuno para esta deferência e resgate das figuras históricas do movimento negro. E uma mulher negra é mais que merecedora dessa homenagem", ressaltou. A secretaria foi a articuladora para a escolha de Maria Firmina dos Reis para patrona do evento.
"A participação nesta feira nos alegra e reforça ainda mais o compromisso com o estímulo à leitura e divulgação das produções literárias do nosso Estado. É um evento muito significativo para nossa instituição, do qual não poderíamos deixar de apoiar e nos dedicar. E será mais um evento de grande sucesso", pontuou a diretora de Programas Sociais do Sesc, Regina Soeiro. A instituição é correalizadora da FeliS.
A Vale, também parceira, vai contribuir, entre outros, com a cessão do Centro Cultural da empresa para as atividades da feira. "A empresa tem em sua filosofia contribuir com a valorização do que é genuinamente maranhense e a Feira é uma referência cultural e espaço diferenciado da literatura, aos escritores e produtores da arte local", disse o diretor de Relações Institucionais da mineradora, Dorgival Pereira.
O evento tem parceria da Vale, Sesc, Associação dos Livreiros do Maranhão (Alem), Instituto Federal do Maranhão (IFMA), Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), Federação das Indústrias do Maranhão (FIEMA), Rede de Museus Educadores e Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão (IHGM).
PROGRAMAÇÃO CULTURAL
Mais de 100 atividades estarão disponíveis na 11ª FeliS, incluindo palestras, teatro, rodas de conversas, exposições, mostras de cinema, sarau e café literário, entre muitas outras atrações. Um dos destaques, o Espaço Sesc, vai divertir o público, principalmente as crianças, com as contações de histórias, música, dramatizações, dança, pintura de rosto, oficinas, dobraduras, apresentações de projetos das escolas municipais, brincadeiras e jogos educativos e ainda momento de autógrafo com escritores maranhenses.
A programação da FeliS ocorrerá na Casa do Maranhão, Galeria Trapiche, Portugal e Estrela, no Cine Praia Grande, Centro de Criatividade Odylo Costa, filho, Praça Nauro Machado, Escola de Cinema (IEMA), Beco Catarina Mina, estacionamento da Câmara Municipal, auditório da Defensoria Pública do Estado do Maranhão, auditório da Associação Comercial do Maranhão, o Teatro João do Vale, Anfiteatro Beto Bittencourt e Biblioteca Pública Benedito Leite, entre outros.
SAIBA MAIS
Patrona
Maria Firmina dos Reis demonstrou sua afinidade com a escrita ao publicar 'Úrsula' em 1859, primeiro romance abolicionista e primeiro escrito por uma mulher negra brasileira. O romance a consagrou como escritora e também foi o primeiro romance da literatura afro-brasileira, entendida esta como produção de autoria afrodescendente. Em 1887, no auge da campanha abolicionista, a escritora publica o livro 'A Escrava', reforçando sua postura antiescravista. Este ano marca o centenário de morte da maranhense.
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